Bastidores: PT estadual deve se reunir nesta terça-feira para definir posição no segundo turno.
há 10 minutos
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Por Addison Viana

FOTO: Reprodução - O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores deve se reunir nesta terça-feira para discutir e definir qual será o posicionamento no segundo turno.
RESUMO: O Diretório Estadual do PT deve se reunir nesta terça-feira para definir a posição do partido no segundo turno da eleição para o governo do Espírito Santo. Helder Salomão terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 15,32% dos votos válidos. Ricardo Ferraço ficou em segundo, com 34,06%, enquanto Lorenzo Pazolini terminou na liderança, com 49,65%. A votação de Helder pode ser decisiva para o candidato do MDB tentar reduzir a vantagem de Pazolini. A decisão do PT poderá influenciar diretamente os rumos da disputa pelo Palácio Anchieta.
Reunião deve definir se a legenda apoiará Ricardo Ferraço, adotará neutralidade ou liberará filiados para escolherem no segundo turno.
Com o PT fora da disputa pelo governo do Espírito Santo no segundo turno, chegou a hora de o partido decidir quais serão seus próximos passos na eleição. Segundo informações de bastidores, o Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores deve se reunir nesta terça-feira para discutir e definir qual será o posicionamento da legenda na disputa entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB).
A eleição chegou perto de ser decidida ainda no primeiro turno. O ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini, passou boa parte da apuração liderando com mais de 50% dos votos válidos, mas perdeu força na reta final e terminou com 49,65%. Ricardo Ferraço ficou em segundo lugar, com 34,06%, uma diferença de 15,59 pontos percentuais. Já Helder Salomão (PT) terminou em terceiro, com 15,32% dos votos.
A distância entre Pazolini e Ricardo é significativa. Para virar o jogo, o candidato do MDB terá agora o desafio de reduzir uma diferença considerável no segundo turno. E é justamente nesse cenário que os votos conquistados por Helder Salomão ganham peso.
Matematicamente, a votação do petista representa praticamente o tamanho da diferença que separa Ricardo de Pazolini. Por isso, uma das principais perguntas que começam a movimentar os bastidores da política capixaba é: Ricardo Ferraço conseguirá conquistar o apoio do PT?
Relação desgastada
A possibilidade de uma aproximação entre Ricardo e o PT, no entanto, passa por uma relação que já teve momentos de forte tensão.
No início do período pré-eleitoral, quando assumiu o governo, Ricardo Ferraço enviou uma carta à direção nacional do MDB deixando clara sua posição contrária a uma eventual aliança com o PT nas eleições. O episódio provocou repercussão dentro do governo e, posteriormente, integrantes do Partido dos Trabalhadores que ocupavam cargos de primeiro e segundo escalões deixaram suas funções.
Agora, o cenário é diferente. Ricardo precisa ampliar sua votação, e os votos de Helder Salomão podem ser decisivos para isso. Mas a questão que permanece é: o PT está disposto a entregar esse apoio?
PT pode ser decisivo
A decisão que sair da reunião do partido poderá ter impacto direto na disputa pelo Palácio Anchieta. O PT pode optar por apoiar formalmente Ricardo Ferraço, liberar seus filiados e militantes para escolherem livremente, ou adotar uma posição de neutralidade.
Caso a legenda decida não apoiar nenhum dos dois candidatos e oriente seus filiados a permanecerem neutros, Ricardo terá que buscar individualmente os votos conquistados por Helder Salomão no primeiro turno.
E esse pode ser um caminho difícil.
A votação de Helder não representa automaticamente votos transferíveis para Ricardo. Há diferenças ideológicas e políticas entre os dois projetos, além do histórico recente de desgaste entre o PT e o atual governador.
Por outro lado, uma eventual decisão do PT de apoiar Ricardo poderia mudar o cenário e dar ao candidato do MDB uma importante estrutura política para tentar reduzir a vantagem de Pazolini.
A decisão do PT, portanto, pode ser uma das peças mais importantes do segundo turno no Espírito Santo. Se o partido optar pela neutralidade, Pazolini poderá entrar na reta final ainda mais próximo de colocar as mãos nas chaves do Palácio Anchieta.

























































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