Racha na oposição favorece Cuíca e antecipa disputa de 2028 em São José do Calçado.
há 6 minutos
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução - Na foto, Leandro aparece no lado direito, na segunda posição. No registro também esá o ex-vereador Jurandir, Pazolini, o ex vice-prefeito Teté, e o vereador Marvem Menezes.
RESUMO: A presença de Leandro do Hospital ao lado de Lorenzo Pazolini (Republicanos), em Apiacá, provocou desconforto entre antigos aliados. O episódio expôs divergências que se acumulam desde as eleições municipais de 2024. A queda eleitoral de Leandro e a dispersão de seu grupo aumentam as incertezas na oposição. Nos bastidores, especulações sobre quem poderá comandar o Hospital Estadual São José do Calçado numa possível vitória de Pazolini também movimentam as conversas políticas. Enquanto os adversários se dividem, Cuíca mantém uma base organizada, com sete vereadores aliados, segundo o cenário local apresentado.
Encontro de Leandro do Hospital com Pazolini provoca insatisfação entre antigos aliados, enquanto especulações sobre o comando do hospital estadual aumentam as tensões políticas.
Oposição dividida, Cuíca fortalecido
A política de São José do Calçado voltou a se movimentar nesta terça-feira (13). A presença inesperada de Leandro do Hospital em um encontro com Lorenzo Pazolini, em Apiacá, provocou insatisfação entre antigos aliados, incluindo o vereador Marven Menezes (Republicanos) e o ex-vereador Jurandir.
O episódio tornou pública uma dificuldade que acompanha a oposição desde a derrota de 2024: manter unido o grupo que disputou a prefeitura contra Cuíca. Segundo relatos de antigos integrantes, divergências durante a campanha contribuíram para o desgaste das relações e a dispersão das lideranças.
A queda eleitoral de Leandro também chama atenção. Conforme os números informados pelo Tribunal Superior Eleitoral, ele passou de mais de 11 mil votos para deputado estadual em 2022 para 4.825 em 2026. Em São José do Calçado, sua votação caiu de aproximadamente 3.500 para pouco mais de 800 votos.
Apoio tardio a Pazolini reacende desconfianças e aprofunda racha entre antigos aliados

Foto: Reprodução - Mais um registro de Leandro ao lado de Pazolini, em Apiacá.
As divergências entre os antigos aliados de Leandro do Hospital começaram a se intensificar após as eleições municipais de 2024, quando, segundo relatos de integrantes do grupo, surgiram insatisfações com a condução da campanha e questionamentos sobre compromissos financeiros.
O descontentamento aumentou durante a campanha para deputado estadual em 2026, quando Leandro não declarou publicamente apoio a Lorenzo Pazolini. Segundo relatos de pessoas da cidade, ele teria ainda dito a alguns eleitores que apoiava Pazolini e, a outros, que estava com Ricardo Ferraço. A situação gerou desconforto entre antigos aliados que já trabalhavam abertamente pela candidatura de Pazolini. Somente após o resultado do primeiro turno, quando Pazolini terminou com cerca de 15 pontos percentuais de vantagem sobre Ferraço (MDB), Leandro apareceu publicamente ao lado do candidato, declarando apoio e participando de gravações e discursos.
Para parte dos antigos aliados, a atitude foi tardia e contribuiu para reacender as desconfianças e aprofundar a divisão de um grupo que já vinha perdendo sua unidade política.

Foto: Reprodução - A foto mostra o racha da oposição já nas eleições estaduais. Resta saber quem vai conquistar a confiança de Pazolini, caso ele venha governar o Estado no ano que vem.
Após a participação de Leandro no movimento de Pazolini, em Apiacá, informações extraoficiais apontam que ele reuniu algumas pessoas na casa de um de seus aliados para uma conversa sobre política e o atual cenário eleitoral no Espírito Santo (foto acima). Ainda segundo a fonte, um outro grupo que também apoia o candidato do Republicanos teria tentado boicotar o encontro.
Hospital estadual: disputa por influência?
Nos bastidores, circulam especulações de que a direção do Hospital Estadual São José do Calçado, caso Pazolini seja eleito, poderá ficar com o ex-vereador Roberto João (PP) ou com o próprio Leandro. Também existe a possibilidade de disputas por indicações de cargos e influência na estrutura da unidade.
Até o momento, não há confirmação oficial de qualquer acordo com Pazolini. Tampouco existem elementos suficientes para afirmar que o hospital seja a causa dos conflitos entre os antigos aliados.
Ainda assim, a possibilidade de mudanças no comando da instituição acrescenta tensão ao cenário. Em uma cidade pequena, a direção de um hospital estadual representa uma posição de relevância administrativa e institucional, capaz de ampliar a influência de quem ocupa o cargo. Por isso, eventuais indicações precisam ser transparentes e priorizar o interesse público, sem transformar a unidade em instrumento eleitoral.
Enquanto isso, Cuíca planeja o futuro
Enquanto antigos aliados se desentendem, Cuíca mantém uma base política organizada, com sete vereadores ao seu lado, contra dois da oposição, segundo o cenário apresentado. O nome de Ciro Passalini j´foi anunciado pelo próprio prefeito, como sendo seu sucesso.
A diferença entre os dois campos está na capacidade de organização. O grupo governista pode trabalhar na preservação de suas alianças, enquanto a oposição ainda precisa reconstruir a confiança e encontrar uma liderança capaz de reunir suas diferentes correntes.
A eleição de 2028 não está decidida, mas o episódio de Apiacá deixa um sinal importante: a divisão da oposição representa, neste momento, uma vantagem política para Cuíca. Antes de enfrentar o grupo governista, seus adversários terão de resolver as próprias disputas.

























































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