Cuíca reforça apoio a Ricardo Ferraço e alerta sobre futuro das obras em São José do Calçado.
há 18 horas
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Por Addison Viana

FOTO: Reprodução - Cuíca (PSB), intensificou sua participação na campanha de Ricardo Ferraço (MDB) ao Governo do Espírito Santo.
RESUMO: O prefeito de São José do Calçado, Antônio Coimbra, o Cuíca (PSB), promoveu um adesivaço em apoio a Ricardo Ferraço (MDB) e divulgou vídeos defendendo a continuidade do atual governo. Segundo o prefeito, o município tem R$ 30 milhões em obras em andamento, e uma eventual vitória de Lorenzo Pazolini (Republicanos) poderia colocar os investimentos em risco. Cuíca também fez duras críticas ao ex-governador Paulo Hartung e comparou a experiência de Vitor Buaiz na Prefeitura de Vitória com sua passagem pelo governo estadual. Em outra gravação, um empresário instalado no município destacou a importância da infraestrutura e dos incentivos para a atividade econômica.
Adesivaço transforma apoio político em defesa das obras.
O prefeito de São José do Calçado, Antônio Coimbra, conhecido como Cuíca (PSB), intensificou sua participação na campanha de Ricardo Ferraço (MDB) ao Governo do Espírito Santo e colocou os investimentos públicos no centro de sua argumentação. Durante um adesivaço realizado no sábado, 10 de outubro, na Praça Pedro Vieira, o prefeito defendeu a continuidade da atual gestão estadual e alertou para possíveis consequências de uma mudança no comando do Palácio Anchieta.
Em vídeos publicados nas redes sociais, Cuíca convocou a população a votar em Ferraço, no segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. O prefeito sustentou que a permanência do grupo político no governo é importante para assegurar a continuidade das obras e dos projetos no município.
A principal justificativa apresentada por ele é o volume de recursos que, segundo sua declaração, está sendo aplicado em São José do Calçado.
Cuíca afirma que há R$ 30 milhões em obras em andamento na cidade e argumenta que a eleição estadual terá reflexos diretos sobre esses investimentos.
“Calçado hoje tem 30 milhões em obras em andamento. Não adianta falar, não, eu não vou fazer. Vai fazer sim.”
A declaração foi feita durante uma análise sobre o cenário eleitoral. Na avaliação do prefeito, um governador de oposição a Ferraço poderia interromper os projetos iniciados pela atual administração.
A afirmação, porém, representa a previsão política de Cuíca. Não há, nas declarações transcritas, uma confirmação de que as obras seriam efetivamente paralisadas caso o candidato apoiado por ele perdesse a eleição.
“As obras não podem parar”: empresário destaca impacto dos investimentos
O argumento de Cuíca também aparece em outro vídeo, gravado durante a apresentação de uma operação comercial da Policlás, empresa que, segundo o prefeito, escolheu São José do Calçado para desenvolver suas atividades.
Na gravação, Cuíca apresenta Renê, empresário vindo de Fortaleza, no Ceará, que teria encontrado no município condições logísticas e incentivos fiscais favoráveis à instalação do empreendimento. O prefeito destaca a chegada da primeira remessa de produtos importados da China para a empresa.
Durante a conversa, o empresário atribui a instalação da Policlás à estrutura disponibilizada pelo poder público municipal e estadual. Ele também relaciona a continuidade dessas condições à manutenção dos investimentos e ao ambiente político local.
“A Policlás veio porque recebeu toda essa infraestrutura, tanto do Estado quanto da Prefeitura, tanto de São José do Calçado, e que a gente precisa continuar com isso.”
Na sequência, Renê defende a manutenção das condições que, segundo ele, permitiram o desenvolvimento do negócio e a perspectiva de geração de renda no município.
“Precisamos continuar gerando impostos, gerando empregos, e que a continuidade disso depende muito da manutenção do Cuíca, dos candidatos que o Cuíca está apoiando, porque as obras não podem parar.”
A fala reforça a estratégia do prefeito de associar a eleição estadual à economia local. O argumento é que a infraestrutura, os incentivos e a parceria entre os governos podem contribuir para atrair empresas, movimentar a economia e ampliar as oportunidades de trabalho.
A declaração do empresário, contudo, expressa sua avaliação sobre a importância da continuidade dessas políticas. Ela não comprova, por si só, que uma eventual troca de governador provocaria a saída de empresas ou a interrupção dos investimentos.
Paulo Hartung vira alvo de críticas do prefeito
Além de defender Ferraço, Cuíca aproveitou os vídeos para atacar o ex-governador Paulo Hartung, a quem atribuiu um histórico de dificuldades na relação com São José do Calçado.
O prefeito afirmou que o município teria sido prejudicado durante a administração de Hartung e declarou que houve um período de dois anos sem a realização de obras estaduais na cidade.
“O meu município, esse homem perseguiu o tempo todo. E teve mandato de dois anos que ele não botou uma obra em São José do Calçado.”
Cuíca também criticou decisões que atribui ao ex-governador nas áreas de educação e saúde. Em seu discurso, ele contrapôs a valorização de indicadores fiscais à qualidade dos serviços públicos e citou, ainda, a greve da Polícia Militar.
Em uma das passagens mais duras, o prefeito resumiu sua avaliação sobre a gestão de Hartung com uma comparação entre as contas públicas e os serviços oferecidos à população.
“Ele achava que o importante era nota 10. Mas a saúde era nota zero.”
As declarações fazem parte da avaliação política de Cuíca sobre o antigo governo.
O prefeito também questionou a posição política de Hartung e sugeriu que seu apoio eleitoral seria motivado pelas circunstâncias da disputa. Segundo Cuíca, o ex-governador teria mudado de lado conforme sua percepção sobre o desempenho dos candidatos.
A referência a Hartung serve, no discurso do prefeito, para estabelecer um contraste entre experiências anteriores e o modelo de governo que ele defende para o Espírito Santo.
Cuíca compara Vitor Buaiz a Lorenzo Pazolini
Outro trecho de destaque é a comparação feita pelo prefeito entre Vitor Buaiz, ex-prefeito de Vitória e ex-governador do Espírito Santo, e Lorenzo Pazolini (Republicanos), também ex-prefeito da capital e adversário de Ferraço na disputa estadual.
Cuíca reconheceu a atuação de Buaiz à frente da Prefeitura de Vitória, mas avaliou negativamente sua passagem pelo governo estadual. Para o prefeito de São José do Calçado, a experiência de administrar a capital não significa, necessariamente, estar preparado para governar todo o Espírito Santo.
“Vito Buaiz, o melhor prefeito de Vitória. Quando ele foi governador, o pior do Espírito Santo.”
Ao explicar a comparação, Cuíca citou atrasos no pagamento dos servidores estaduais durante a gestão de Buaiz. A partir desse episódio, ele traçou um paralelo com a candidatura de Pazolini e questionou se o prefeito da capital teria experiência suficiente para administrar as diferentes realidades do Estado.
O argumento do prefeito é que governar uma cidade com características predominantemente urbanas exige conhecimentos diferentes daqueles necessários para administrar municípios do interior, com demandas relacionadas à agricultura, à produção rural, à logística e à infraestrutura.
Em uma das passagens dirigidas ao adversário, Cuíca afirmou:
“Agora, governar Vitória é uma coisa, mas tem mais setenta e sete. Eu acho ele ainda muito jovem para isso.”
A referência é à necessidade de administrar os 78 municípios capixabas, cada um com suas particularidades econômicas e sociais. Cuíca sustenta que o próximo governador precisa compreender realidades que vão além da capital.
O prefeito também associou a candidatura de Pazolini ao cenário político nacional e fez críticas à influência do bolsonarismo na disputa estadual.
“Não está na hora de pegar onda Bolsonaro e votar num cara que não tem a menor condição de ser governador.”
A declaração evidencia que o apoio de Cuíca a Ferraço não se limita à defesa das obras. O prefeito também procura mobilizar argumentos sobre experiência administrativa, capacidade de articulação política e conhecimento das necessidades dos municípios do interior.
Prefeito fala em R$ 5 bilhões em obras nos municípios capixabas
Durante o pronunciamento, Cuíca ampliou o argumento para além de São José do Calçado e afirmou que os municípios do Espírito Santo somam cerca de R$ 5 bilhões em obras.
“Os municípios estão hoje com cinco bilhões de reais em obra. O total.”
O número foi apresentado pelo prefeito como demonstração da dimensão dos investimentos associados à atual gestão estadual.
Cuíca também afirmou que o governo estadual mantém uma boa avaliação fiscal e argumentou que o equilíbrio das contas precisa caminhar junto com investimentos em infraestrutura e serviços públicos.
Na visão do prefeito, a continuidade desse modelo é um fator importante para que cidades menores consigam executar projetos que dependem de recursos e articulação com o Estado.
O debate levantado por ele envolve uma questão relevante para os eleitores: de que maneira cada candidato pretende conduzir as obras em andamento, manter compromissos assumidos e definir as prioridades de investimento caso seja eleito governador.
Eleição estadual ganha peso na política de São José do Calçado
A mobilização promovida por Cuíca demonstra como a disputa pelo Governo do Espírito Santo também repercute na administração municipal. Ao participar do adesivaço e publicar vídeos de apoio a Ferraço, o prefeito tenta mostrar a população de que a escolha do próximo governador terá consequências para o futuro da cidade.
A presença do empresário da Policlás na divulgação acrescenta ao discurso uma dimensão econômica, relacionando infraestrutura, incentivos e geração de empregos. Já as críticas a Hartung e Pazolini ampliam o debate para a experiência administrativa e as diferenças políticas entre os grupos que disputam o segundo turno.
A mensagem central do prefeito é que São José do Calçado precisa preservar a parceria com o governo estadual para manter o ritmo de investimentos. O ponto que permanece em discussão é se uma eventual mudança de gestão representaria, de fato, uma ameaça às obras ou se os compromissos poderiam ser mantidos independentemente do resultado eleitoral.

























































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