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Maioria quer fim da escala 6x1 no país; trabalhadores do ES vão às ruas por mudança.

  • 2 de mai.
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana



Foto: Reprodução/Instagram/Karla Coser -  Uma pesquisa divulgada em 30 de abril de 2026 mostrou que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6x1



Levantamento recente revela que mais da metade dos brasileiros é favorável ao fim da jornada 6x1. No Espírito Santo, manifestações no Dia do Trabalhador reforçaram a pressão popular. O tema avança no Congresso e ganha força no debate político.


Uma pesquisa divulgada em 30 de abril de 2026 mostrou que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos para descansar apenas um. O levantamento indica que 55,7% apoiam a mudança, enquanto 39,5% são contrários e 4,8% não souberam opinar. O tema ganhou ainda mais força no dia 1º de maio, quando trabalhadores foram às ruas para defender a redução da jornada, o ato também aconteceu aqui no Espírito Santo.


Os atos aconteceram em cidades como Vitória e Serra, reunindo centrais sindicais, movimentos sociais e trabalhadores de diversas categorias. As manifestações tiveram como principal pauta o fim da escala 6x1 e a implementação de jornadas mais equilibradas, sem redução salarial. Além da mobilização política, os eventos também contaram com atividades culturais, reforçando o caráter popular do movimento.


Quem apoia e quem rejeita a proposta


De acordo com os dados da pesquisa, o apoio ao fim da escala 6x1 é ligeiramente maior entre homens (56,8%) do que entre mulheres (54,5%). Outro recorte importante mostra que a maior parte dos apoiadores possui ensino superior completo e renda familiar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.


O levantamento também aponta um componente político no posicionamento dos entrevistados: a maioria dos que defendem o fim da escala afirmou ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Já entre os que são contrários à mudança, há maior diversidade de perfis, incluindo setores preocupados com possíveis impactos econômicos e produtivos.


Pressão das ruas no Espírito Santo


No Espírito Santo, a mobilização refletiu um cenário de insatisfação com jornadas consideradas exaustivas. Dados recentes indicam que centenas de milhares de trabalhadores no estado estão submetidos a cargas superiores a 40 horas semanais, especialmente nos setores de comércio e serviços.


Além disso, estudos apontam que a rotina intensa tem gerado impactos diretos na saúde física e mental dos trabalhadores, com relatos frequentes de estresse, fadiga e dificuldades de convivência familiar. Esse contexto tem impulsionado a adesão popular à proposta de mudança.


O que está em discussão no Congresso


Atualmente, o fim da escala 6x1 está sendo analisado no Congresso Nacional por meio de propostas de emenda à Constituição (PECs). Essas propostas já avançaram nas etapas iniciais e agora seguem para uma comissão especial, onde o conteúdo será debatido com mais profundidade.


Entre as alternativas em discussão, estão modelos que reduzem a carga semanal de trabalho para até 36 ou 40 horas, com mais dias de descanso. Para serem aprovadas, as propostas precisam de amplo apoio parlamentar, incluindo votações em dois turnos na Câmara e no Senado.


Paralelamente, o governo federal também apresentou um projeto com tramitação acelerada, buscando estabelecer um novo limite de jornada semanal. A proposta é vista como uma das principais apostas políticas para ampliar o apoio popular e responder às demandas da classe trabalhadora.


Debate segue em alta


A discussão sobre o fim da escala 6x1 reúne diferentes visões. De um lado, trabalhadores e entidades sindicais defendem que a mudança pode melhorar a qualidade de vida e até gerar mais empregos. Do outro, há preocupações sobre possíveis impactos na economia e na produtividade.


Enquanto o Congresso analisa as propostas, a pressão popular segue crescendo — especialmente em estados como o Espírito Santo, onde as manifestações indicam que o tema deve continuar no centro do debate público nos próximos meses.

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