PF e Anvisa fazem operação no Espírito Santo contra medicamentos ilegais para emagrecer.
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Por Addison Viana

Foto: PF/ES - Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de fiscalizações em clínicas, laboratórios e estabelecimentos suspeitos
O Espírito Santo está entre os estados alvo da Operação Heavy Pen, deflagrada nesta terça-feira, 07, pela Polícia Federal, com apoio da Anvisa, para combater a produção, importação e comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento no país, diante do avanço expressivo desse mercado clandestino.
A ação ocorre de forma simultânea em 12 estados brasileiros e tem como objetivo desarticular organizações que atuam em diferentes etapas do esquema, desde a entrada ilegal de insumos no Brasil até a venda de produtos sem qualquer controle sanitário. Ao todo, estão sendo cumpridos 45 mandados de busca e apreensão, além de fiscalizações em clínicas, laboratórios e estabelecimentos suspeitos de operar à margem da legislação.
Segundo as investigações, o esquema envolve medicamentos bastante conhecidos, como os que utilizam princípios ativos à base de semaglutida e tirzepatida, frequentemente utilizados em tratamentos contra obesidade, mas que vêm sendo comercializados de forma irregular. Outro ponto que chama atenção das autoridades é a circulação de substâncias ainda não autorizadas no Brasil, como a retatrutida, que já aparece em canais clandestinos.
Durante as diligências, equipes da Polícia Federal e da Anvisa realizam inspeções para identificar possíveis irregularidades na fabricação, armazenamento e distribuição desses produtos. A preocupação das autoridades vai além da ilegalidade: o consumo de medicamentos sem procedência pode representar riscos graves à saúde, especialmente quando não há controle de qualidade ou acompanhamento médico.
O crescimento desse tipo de crime tem sido acelerado. Dados recentes apontam que o volume de apreensões aumentou de forma significativa nos últimos anos, saindo de poucas centenas de unidades para dezenas de milhares. Apenas nos primeiros meses de 2026, o número já se aproxima do total registrado em todo o ano anterior, o que reforça o alerta sobre a expansão desse mercado paralelo.
Os envolvidos podem responder por crimes como falsificação de medicamentos, contrabando e comercialização irregular de produtos farmacêuticos. As provas coletadas durante a operação devem contribuir para o avanço das investigações e identificação de outros participantes do esquema.
























































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