PF prende prefeito e ex-prefeito de Pedro Canário em operação contra suposto esquema milionário.
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Redação Café com Política ES

Foto: Reprodução - O ex-prefeito de Pedro Canário Bruno Araújo e o atual prefeito Kleilson Rezende, são investigados suspeitos de praticarem crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A manhã desta terça-feira (26) começou com forte movimentação policial em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo. A Polícia Federal prendeu o atual prefeito do município, Kleilson Rezende (PSB), e o ex-prefeito Bruno Araújo (PDT), durante uma operação que apura um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos públicos e o evento “Forró da Tábua Lascada”.
O município de Pedro Canário, no extremo Norte capixaba, virou alvo de uma grande operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (26). A ação, batizada de “Eco da Fraude II”, resultou na prisão do prefeito Kleilson Rezende e do ex-prefeito Bruno Araújo, suspeitos de participação em um esquema investigado por corrupção, fraude em licitações, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro relacionados à realização do tradicional “XXXIV Forró da Tábua Lascada”, promovido no ano passado.
Além das prisões, os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão, medidas de afastamento cautelar de agentes públicos e outras determinações autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Ao todo, foram executados 11 mandados em diferentes endereços ligados aos investigados.
Segundo as investigações, a organização criminosa teria atuado dentro da estrutura pública municipal em parceria com empresários. A suspeita é de que contratos ligados ao evento teriam sido manipulados, com indícios de superfaturamento, favorecimento em licitações e pagamento de propinas.
A Polícia Federal informou ainda que os investigadores identificaram movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada de alguns envolvidos. Também há suspeitas de utilização de contas de terceiros para circulação de dinheiro em espécie e mecanismos criados para esconder a origem dos recursos.
De acordo com a corporação, as medidas adotadas nesta fase da operação têm o objetivo de aprofundar a coleta de provas, identificar possíveis novos participantes do esquema e impedir a continuidade das práticas investigadas. A PF também busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.
A reportagem não conseguiu contato dos advogados dos acusados, no entanto, o espaço permanece em aberto caso desejem se pronunciar.
























































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