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Fim das buscas: corpo de jovem de 22 anos é encontrado no mar de Vila Velha após dois dias de procura.

  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Redação Café com Política ES


Foto: Reprodução/redes sociais - A força do impacto quebrou a prancha utilizada por Arthur, que acabou sendo arrastado pela correnteza e desapareceu.




Após quase 48 horas de buscas intensas, o corpo de Arthur Mulinari Oliveira, de 22 anos, foi encontrado na tarde desta quinta-feira (9), no mar de Vila Velha. A localização ocorreu nas proximidades do Posto 15, no trecho final da Praia de Itaparica, região próxima de onde o jovem havia desaparecido.


O resgate foi realizado por guarda-vidas que participavam da operação de busca iniciada ainda na manhã de terça-feira (7), logo após o desaparecimento do rapaz.


O que aconteceu


Arthur entrou no mar acompanhado de um amigo para praticar bodyboard/surfe nas proximidades do Posto 18, uma área conhecida pelas ondas fortes e pelas condições que exigem experiência dos praticantes.


Durante a atividade, uma onda de grande intensidade atingiu os dois jovens. A força do impacto quebrou a prancha utilizada por Arthur, que acabou sendo arrastado pela correnteza e desapareceu.


O amigo conseguiu retornar à faixa de areia após enfrentar dificuldades para sair da água e foi socorrido. Antes disso, ainda tentou ajudar Arthur, mas não conseguiu alcançá-lo.


Grande operação mobilizou equipes de resgate


Desde o momento do desaparecimento, uma força-tarefa foi montada para localizar o jovem.


As equipes utilizaram diferentes recursos, entre eles:


  • moto aquática;

  • embarcações de resgate;

  • drones;

  • equipe especializada de mergulho;

  • quadriciclo para apoio em terra;

  • aeronave do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTAer).


Após dois dias de buscas subaquáticas, os mergulhadores concluíram todas as etapas previstas pelos protocolos operacionais. A estratégia passou então a concentrar esforços no monitoramento da superfície do mar, até que o corpo fosse localizado nesta quinta-feira.


Família acompanhou toda a operação


Durante toda a mobilização, familiares e amigos permaneceram na praia acompanhando o trabalho das equipes de salvamento.


Segundo relatos, Arthur morava em Vila Velha, trabalhava como motoboy e havia iniciado recentemente a prática do esporte.


A Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local. Em seguida, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará pelos procedimentos legais antes de ser liberado para os familiares.


Área é considerada de alto risco


De acordo com a Prefeitura de Vila Velha, o ponto onde ocorreu o acidente é classificado como área de alto risco para afogamentos e permanece sinalizado com bandeira vermelha, indicando perigo.


Guarda-vidas que atuam na região afirmam que costumam orientar banhistas e esportistas sobre as condições do mar, especialmente quando identificam pessoas com pouca experiência.


Ao longo das praias da Costa, Itapuã e Itaparica existem postos de salvamento distribuídos em intervalos regulares, além de equipes móveis e embarcações que reforçam o atendimento durante o período de funcionamento.


A morte de Arthur reacende o alerta para os riscos de entrar no mar em áreas sinalizadas como perigosas, principalmente em dias de forte agitação das ondas.

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