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Operação da PF mira contratos de R$ 908 milhões e investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro no ES.

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

Redação Café com Política ES


Foto: Divulgação - Durante o cumprimento dos mandados, agentes federais apreenderam cerca de R$ 270 mil em espécie.



Uma investigação da Polícia Federal colocou em foco um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos públicos firmados por municípios do Espírito Santo. A Operação Colosso de Areia foi deflagrada nesta quarta-feira (8), com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), para apurar a possível utilização de empresas de fachada na movimentação de recursos provenientes de contratos milionários celebrados ao longo dos últimos anos.


Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça.


Contratos investigados somam quase R$ 1 bilhão


De acordo com as investigações, os grupos sob apuração mantiveram contratos públicos que, juntos, alcançam aproximadamente R$ 908,8 milhões entre os anos de 2017 e 2025.


Embora tenha divulgado o volume financeiro envolvido, a Polícia Federal não informou quais são os contratos nem identificou os investigados ou os municípios diretamente relacionados às suspeitas.


Empresas de fachada são alvo da investigação


Segundo a PF, há indícios de que empresas sem atividade econômica compatível teriam sido utilizadas para ocultar a origem dos recursos.


As investigações apontam que o suposto esquema envolvia movimentações financeiras incompatíveis com os serviços declarados pelas empresas, transferências entre pessoas jurídicas e saques frequentes em dinheiro vivo, mecanismos que podem ter sido empregados para dificultar o rastreamento dos valores.


Esses elementos ainda serão aprofundados ao longo da investigação.


Dinheiro, veículos e documentos foram apreendidos


Durante o cumprimento dos mandados, agentes federais apreenderam cerca de R$ 270 mil em espécie, além de veículos e uma série de documentos.


Todo o material recolhido será submetido à análise pericial e poderá contribuir para esclarecer a dinâmica financeira dos investigados e o eventual destino dos recursos.


Investigação ainda está em andamento


A Polícia Federal ressalta que o inquérito permanece em andamento e que os fatos apurados até o momento poderão resultar na responsabilização dos envolvidos, caso as suspeitas sejam confirmadas.


Além do possível crime de lavagem de dinheiro, a investigação também busca verificar a existência de eventuais irregularidades relacionadas à Administração Pública e ao sistema de licitações.


Até o momento, não houve divulgação dos nomes dos investigados nem informações sobre prisões.


O significado da Operação Colosso de Areia


O nome da operação faz referência à hipótese investigada pela Polícia Federal de que o patrimônio e a estrutura financeira dos grupos envolvidos aparentavam ser sólidos, mas estariam sustentados por mecanismos artificiais de ocultação de recursos.


A expressão "Colosso de Areia" simboliza justamente uma estrutura que parece robusta, porém construída sobre bases frágeis e suscetíveis de ruir diante do avanço das investigações.

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