Colesterol alto raro entra na mira de proposta que pode mudar tratamento no SUS no ES.
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Por Addison Viana

Foto: Lucas S. Costa - O objetivo do projeto é ampliar o cuidado com pessoas que possuem níveis extremamente elevados de colesterol desde o nascimento.
Um Projeto de Lei apresentado no dia 25 de junho de 2026, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), em Vitória, propõe a criação de uma política pública voltada ao diagnóstico e tratamento da hipercolesterolemia familiar no Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa é do deputado estadual Dr. Bruno Resende e tem como objetivo ampliar o cuidado com pessoas que possuem níveis extremamente elevados de colesterol desde o nascimento, reduzindo riscos de doenças cardiovasculares graves.
A proposta pretende instituir a Política Estadual de Capacitação e Atendimento à Hipercolesterolemia Familiar, condição genética associada ao aumento do chamado “colesterol ruim” (LDL), que pode provocar o entupimento precoce das artérias e levar a infartos ainda em idades jovens. O texto destaca a importância de identificar os casos de forma antecipada para evitar complicações graves ao longo da vida.
De acordo com o parlamentar, a doença é mais comum do que se imagina e ainda pouco diagnosticada no país. A estimativa é de que centenas de milhares de brasileiros possam ser afetados sem saber, o que reforça a necessidade de rastreamento mais eficiente dentro da rede pública de saúde.
O projeto também prevê a organização de um fluxo de atendimento mais estruturado no SUS, com foco em exames, acompanhamento médico e acesso a medicamentos. A ideia é integrar diferentes níveis de atenção à saúde para garantir continuidade no cuidado e maior eficiência no tratamento dos pacientes.
Outro ponto central da proposta é a capacitação de profissionais da saúde para identificar precocemente a doença, além da criação de protocolos clínicos, campanhas educativas e até um banco de dados para monitoramento dos casos. A execução dessas ações ficaria sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo, em articulação com diretrizes nacionais e recomendações internacionais.
O texto ainda cita experiências de outros países que adotaram políticas semelhantes e conseguiram reduzir significativamente mortes por doenças cardiovasculares. Segundo a justificativa, o investimento em prevenção tende a gerar economia para o sistema de saúde, já que evita tratamentos mais complexos e caros no futuro.
A matéria agora segue para análise nas comissões da Ales antes de ser votada em plenário.

























































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