top of page

Exclusivo: residência em São José do Calçado foi alvo da Operação Colosso de Areia da Polícia Federal.

  • há 11 horas
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução



A Operação Colosso de Areia, deflagrada pela Polícia Federal na última quarta-feira (8) para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos que somam aproximadamente R$ 908,8 milhões, também teve um desdobramento em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo.


Segundo informações obtidas pelo Café com Política ES, uma residência localizada no município foi alvo de um mandado de busca e apreensão durante a operação.


A cidade, que possui pouco mais de 11 mil habitantes, não foi citada nominalmente na divulgação oficial da Polícia Federal sobre a operação, o que fez com que a diligência passasse despercebida para grande parte da população.


Alvo seria empresário do setor de obras


De acordo com a apuração da reportagem, o mandado foi cumprido na residência de um empresário que atua no ramo de prestação de serviços de obras e locação de máquinas para administrações municipais.


Até o momento, a identidade do empresário não foi divulgada oficialmente, e não há informações públicas sobre sua condição na investigação.


Conforme relataram fontes ouvidas pela reportagem, o empresário não estaria no imóvel quando os agentes federais chegaram para cumprir a ordem judicial.


Reportagem apurou apreensão de dinheiro e documentos


Ainda segundo fontes consultadas pelo Café com Política ES, durante as buscas os policiais teriam recolhido documentos e outros materiais que podem interessar à investigação.


As mesmas fontes informaram que também teria sido localizada uma quantia de aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro na residência.

A reportagem apurou ainda que duas pessoas teriam sido conduzidas para prestar esclarecimentos na condição de testemunhas.


Essas informações foram obtidas pela reportagem junto a fontes, mas não puderam ser confirmadas oficialmente pelas autoridades.


Polícia Federal não comentou o caso


O Café com Política ES procurou a Assessoria de Comunicação da Polícia Federal para confirmar as informações referentes à diligência realizada em São José do Calçado.


Em nota enviada à reportagem, a corporação informou que não comentará o tema, justificando que a medida atende às restrições impostas à comunicação institucional durante o período de defeso eleitoral.


Segundo a Polícia Federal, a decisão observa as regras previstas na Lei nº 9.504/1997, nas resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na Cartilha "Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026", elaborada pela Advocacia-Geral da União (AGU), além de orientações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Coordenação-Geral de Comunicação Social da própria Polícia Federal.


Dessa forma, a instituição não confirmou nem negou as informações apuradas pela reportagem sobre a ação realizada em São José do Calçado.


Operação investiga contratos de quase R$ 1 bilhão


A Operação Colosso de Areia investiga a suposta utilização de empresas para ocultar a origem de recursos provenientes de contratos públicos firmados entre 2017 e 2025.


Segundo a Polícia Federal, os contratos sob investigação somam aproximadamente R$ 908,8 milhões.


Na divulgação oficial da operação, a corporação informou apenas que foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e que, no conjunto das diligências, foram apreendidos cerca de R$ 270 mil em espécie, além de veículos e documentos. Os nomes dos investigados e os municípios onde ocorreram as buscas não foram divulgados.


Investigações continuam


O inquérito segue em andamento e poderá esclarecer o papel de cada pessoa e empresa eventualmente envolvidas no esquema investigado.

O Café com Política ES continuará acompanhando o caso e publicará novas informações à medida que forem oficialmente confirmadas.


Nota da Redação: As informações sobre a suposta apreensão de aproximadamente R$ 100 mil em dinheiro, documentos e a condução de duas pessoas para prestar esclarecimentos foram obtidas por meio de fontes ouvidas pela reportagem. Até o momento, esses detalhes não foram confirmados oficialmente pela Polícia Federal, que informou que não comentará o tema em razão das restrições de comunicação institucional durante o período eleitoral.

Leia também:

bottom of page