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“Ela sumiu?”: ausência de vereadora em meio a processo de cassação agita bastidores políticos em cidade do ES.

  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução/Instagram - Ao Café, a própria parlamentar, rebateu as críticas e afirma que está em Colatina realizando tratamento psicológico.



Decisões da Justiça favoráveis à continuidade do processo de cassação da vereadora Andressa Siqueira (MDB) elevaram a temperatura política em São Domingos do Norte. Enquanto a Câmara tenta notificá-la oficialmente, o afastamento da parlamentar das atividades públicas passou a gerar especulações e forte repercussão no município.


A crise política envolvendo a vereadora Andressa Aparecida Ferreira Siqueira ganhou novos capítulos nos últimos dias em São Domingos do Norte, no Noroeste capixaba. Após decisões judiciais negarem pedidos para interromper o processo de cassação aberto pela Câmara Municipal, a ausência da parlamentar em compromissos públicos e sessões legislativas passou a movimentar intensamente os bastidores políticos da cidade.


A defesa da vereadora tentou suspender os trabalhos da comissão processante por meio de um mandado de segurança e, posteriormente, com um recurso no Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Nos pedidos, os advogados alegaram supostas irregularidades no rito adotado pela Câmara, além de apontarem cerceamento de defesa e falta de justa causa para a denúncia.


Entretanto, tanto a primeira instância quanto o Tribunal de Justiça do Espírito Santo entenderam que não havia ilegalidade evidente capaz de justificar a paralisação do processo político-administrativo conduzido pelo Legislativo municipal.


Na decisão mais recente, a desembargadora Heloisa Cariello destacou que cabe ao Poder Legislativo analisar eventual quebra de decoro parlamentar, enquanto ao Judiciário compete apenas avaliar a legalidade formal do procedimento.


O processo de cassação foi instaurado após denúncia apresentada por um morador do município e aceita por 7 votos a 1 na Câmara. A comissão processante é formada pelos vereadores Patrick Mota (MDB), presidente; Ivanete Kuster (Podemos), relatora; e Leonel Meneguite (MDB), membro.


As investigações que deram origem ao caso foram conduzidas pela Polícia Civil do Espírito Santo e resultaram no indiciamento da vereadora pelos crimes de tentativa de estelionato e abuso de autoridade. Entre os fatos investigados está a suspeita de pressão sobre servidores públicos para inclusão irregular de uma contratada da prefeitura em programas sociais.


Paralelamente ao avanço do processo, a ausência de Andressa Siqueira do cotidiano político passou a chamar atenção. Segundo o presidente da Câmara, Sérgio Luiz Tamanini (Podemos), a Casa tenta há mais de dez dias localizar a parlamentar para notificá-la formalmente da abertura da comissão processante.


“Já fomos à residência dela e tentamos contato pelo WhatsApp, mas não conseguimos localizá-la”, afirmou o presidente ao Café com Política ES. Ele também relatou que a vereadora deixou de comparecer a uma reunião de comissão da qual é presidente.

A própria parlamentar, no entanto, rebate as críticas e afirma que está em Colatina realizando tratamento psicológico após episódios de crise de ansiedade e síndrome do pânico. Em conversa com o Café com Política ES, Andressa disse que não fugiu da cidade e classificou as denúncias como perseguição política.


“Tenho todas as provas da minha inocência. Tudo isso será apresentado no processo no momento adequado”, declarou a vereadora.

Em nota oficial, Andressa Siqueira negou qualquer prática irregular, afirmou confiar na Justiça e declarou que os fatos não têm relação com o exercício do mandato parlamentar. A vereadora também sustentou que vem sofrendo ataques e perseguição política por sua atuação de fiscalização no município.


Mesmo com os recursos apresentados pela defesa, a Câmara Municipal segue autorizada judicialmente a dar continuidade ao processo de cassação. A expectativa agora é de que a parlamentar compareça à sessão extraordinária marcada para a próxima segunda-feira (11), quando poderá finalmente ser notificada oficialmente e apresentar sua defesa.

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