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Com recuo de Sérgio Vidigal, União Progressista volta a ganhar força na disputa pela vice de Ricardo

  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana



Foto: Reprodução/instagram - Anúncio foi feito ao lado de Ricardo Ferraço (MDB), durante convenção do PDT.




A corrida pelo Palácio Anchieta ganhou um novo ingrediente neste fim de semana. O ex-prefeito da Serra e presidente estadual do PDT, Sérgio Vidigal, reafirmou durante a convenção do partido, realizada no sábado (1º), que não disputará as eleições de 2026, encerrando, ao menos por enquanto, as especulações de que poderia integrar a chapa do governador Ricardo Ferraço (MDB) como candidato a vice.


Com a declaração, o cenário político capixaba passa a ter uma nova configuração: uma liderança de peso deixa de ser opção para a composição majoritária, mantendo aberta uma das principais incógnitas da eleição.


Pressão sobre Ricardo diminui, mas impasse continua


Nos bastidores, o nome de Sérgio Vidigal vinha sendo defendido por importantes aliados de Ricardo Ferraço, entre eles o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e o prefeito de Barra de São Francisco, Enilson dos Anjos (PSB).


A avaliação era de que a força política da família Vidigal na Serra — maior colégio eleitoral do Espírito Santo — poderia fortalecer significativamente a campanha governista.


Entretanto, essa movimentação acabou provocando desconforto dentro da Federação União Progressista (União Brasil/Progressistas), que já negociava espaço na chapa majoritária. Nos bastidores, o entendimento era de que a indicação de Vidigal poderia reduzir as chances da federação ocupar justamente a vaga de vice-governador.


Agora, com a desistência oficial do pedetista, esse obstáculo deixa de existir e a vaga permanece completamente aberta para negociação.


União Progressista ganha novo fôlego


A saída de Sérgio Vidigal da disputa recoloca a Federação União Progressista no centro das conversas.


Sem um nome consolidado para a vice, a federação volta a ser vista como uma das principais alternativas para ampliar o arco de alianças de Ricardo Ferraço, especialmente por reunir partidos com forte presença política e eleitoral no Estado.


Apesar disso, nenhuma definição foi anunciada, e as negociações devem continuar até o prazo final para o registro das candidaturas.


PSDB também entra na disputa pela vaga


Enquanto a Federação União Progressista acompanha atentamente os próximos passos da campanha governista, outro aliado também passou a demonstrar interesse na composição.


O presidente estadual do PSDB e prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo, afirmou que pretende apresentar um nome do partido para ocupar a vice na chapa de Ricardo Ferraço.


Embora Arnaldinho tenha descartado qualquer possibilidade de ser o escolhido — já que permaneceu no cargo de prefeito e não pode disputar outro mandato neste ano —, ele deixou claro que os tucanos querem participar da construção da chapa majoritária.


O PSDB já oficializou apoio à candidatura de Ricardo Ferraço ao Governo do Estado e de Renato Casagrande (PSB) ao Senado, mas agora busca ampliar sua participação na aliança.


Vidigal reafirma que seu ciclo eleitoral terminou


Durante a convenção estadual do PDT, realizada na Serra, Sérgio Vidigal voltou a dizer que sua missão agora é colaborar com a formação de novas lideranças, afastando qualquer possibilidade de disputar um novo cargo eletivo.


A declaração praticamente encerra semanas de especulações alimentadas por lideranças políticas que defendiam seu nome para a vice-governadoria.


Mesmo assim, nos bastidores da política capixaba, interlocutores avaliam que as articulações em torno da composição da chapa continuarão intensas até o encerramento do prazo legal para registro das candidaturas.


Vice continua sendo a principal incógnita da eleição


Com a saída de cena de Paulo Hartung e Sérgio Vidigal, Ricardo Ferraço mantém praticamente definida a estrutura principal de sua aliança, mas ainda precisa resolver um dos pontos mais estratégicos da campanha: quem ocupará a vaga de vice-governador.


A escolha terá peso político, regional e partidário, além de influenciar diretamente o equilíbrio da ampla base de apoio construída para a disputa eleitoral.


Até lá, a vaga segue aberta, alimentando negociações, expectativas e disputas entre os partidos aliados.

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