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Deputada cobra explicações sobre transporte para cadeirantes após denúncias de falhas na Grande Vitória.

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Natan de Oliveira - Camila Valadão (PSOL) apresentou um pedido de informações ao Governo do Estado para esclarecer problemas no funcionamento do serviço de transporte voltado a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida na Grande Vitória.


Problemas no transporte destinado a pessoas com deficiência na Grande Vitória voltaram a gerar debate político. Usuários relatam dificuldades para agendar viagens e redução na frota de veículos adaptados. Diante das denúncias, uma deputada estadual cobrou explicações do governo.


A deputada estadual Camila Valadão (PSOL) apresentou um pedido formal de informações ao Governo do Espírito Santo para esclarecer problemas no funcionamento do serviço de transporte voltado a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida na Grande Vitória. O requerimento foi encaminhado à Secretaria de Estado de Mobilidade e Infraestrutura (Semobi) após sucessivas reclamações de usuários sobre dificuldades no sistema Transcol + Acessível.


De acordo com relatos de pessoas que dependem do serviço, as principais dificuldades incluem falhas no aplicativo utilizado para agendar viagens, dificuldades de contato pelos canais telefônicos e cancelamentos próximos ao horário programado para o transporte.


Frota menor que a prometida


Criado para substituir o antigo programa Mão na Roda, o Transcol + Acessível foi anunciado como uma nova política de mobilidade inclusiva dentro do sistema Transcol.


A proposta inicial previa a circulação de 30 vans adaptadas e climatizadas para atender pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida por meio de agendamento prévio.


No entanto, segundo denúncias apresentadas por usuários e citadas pela parlamentar, apenas 11 veículos estariam atualmente em operação na região metropolitana.


Cada van tem capacidade para transportar até três cadeirantes acompanhados, mas, com a frota reduzida, muitos usuários relatam dificuldades para conseguir vagas nos horários desejados.


Impacto no direito de ir e vir


Para a deputada Camila Valadão, a situação pode comprometer o acesso de pessoas com deficiência a direitos fundamentais.


Segundo ela, quando o transporte acessível não funciona adequadamente, o impacto vai além da mobilidade e atinge diretamente o acesso ao trabalho, à saúde, à educação e até mesmo às atividades de lazer.


A parlamentar também destacou que o tema vem sendo acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, da qual é presidenta, desde o anúncio da substituição do antigo serviço.


Pedido de esclarecimentos ao governo


No requerimento enviado ao Executivo estadual, a deputada solicita uma série de informações sobre o funcionamento do programa.

Entre os dados solicitados estão:


  • o número de veículos atualmente em operação;

  • a capacidade diária de atendimento do serviço;

  • os critérios de funcionamento do sistema;

  • a previsão de ampliação da frota prometida inicialmente.


Além disso, o documento pede dados sobre a quantidade de viagens solicitadas, atendidas, recusadas e canceladas ao longo dos últimos 12 meses.


Falta de regulamentação também é questionada


Outro ponto levantado pela parlamentar diz respeito à regulamentação do programa.


Um decreto estadual publicado em 2025 determinou a criação de uma comissão formada por representantes da Semobi, da Secretaria de Direitos Humanos, da Ceturb-ES e do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência para elaborar as regras de funcionamento do serviço.


Até o momento, porém, não há informações públicas sobre a formação do grupo ou a publicação do regulamento.


Governo tem prazo para responder


Com o envio do requerimento, o Governo do Estado terá até 60 dias para apresentar oficialmente as informações solicitadas pela Assembleia Legislativa.


Para a deputada, o objetivo do pedido é garantir transparência e cobrar melhorias no atendimento.


Segundo ela, políticas de mobilidade acessível são essenciais para garantir autonomia, dignidade e inclusão social para pessoas com deficiência.

 
 
 

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