Casagrande deixa o governo para disputar o Senado. Entenda por que isso é necessário.
- 2 de mar.
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Por Addison Viana

Foto: Redes Sociais/Facebook
O cenário político do Espírito Santo mudou nesta segunda-feira. O governador confirmou que deixará o cargo para entrar na disputa por uma vaga no Senado. Com isso, o vice-governador passa a comandar o Estado em meio ao calendário eleitoral.
Na tarde desta segunda-feira (2), o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), anunciou em coletiva no Palácio Anchieta, em Vitória, que deixará o comando do Executivo estadual para concorrer a uma das duas vagas capixabas no Senado nas eleições de outubro. A decisão foi tomada para cumprir a legislação eleitoral, que exige a desincompatibilização do cargo até seis meses antes do pleito. Com a saída, o vice-governador Ricardo Ferraço assumirá oficialmente o governo a partir de abril.
Casagrande afirmou que março será um mês de transição administrativa, período em que pretende organizar a transferência de responsabilidades sem comprometer o ritmo das ações do governo.
Transição e cenário eleitoral
A legislação estabelece que ocupantes de cargos no Executivo que desejam disputar outra função pública precisam se afastar dentro do prazo determinado. O primeiro turno está marcado para outubro, e o limite legal para a saída é início de abril.
Ao confirmar a decisão, Casagrande destacou a experiência de Ferraço na gestão pública e afirmou que o vice dará continuidade aos projetos em andamento. Nos bastidores, Ferraço é tratado como possível candidato ao governo nas eleições deste ano.
Reforma administrativa à vista
A mudança no comando também deve provocar alterações no secretariado. Parte da equipe atual estuda disputar cargos proporcionais, o que pode ampliar a reformulação na estrutura do governo estadual.
A renúncia de um governador para disputar o Senado não é comum no Espírito Santo. O último caso semelhante ocorreu na década de 1980.
Entenda por que o governador precisa renunciar para disputar o Senado.
A Constituição e a legislação eleitoral brasileira determinam que chefes do Poder Executivo — como presidentes, governadores e prefeitos — devem deixar o cargo até seis meses antes da eleição caso pretendam concorrer a outro posto.
Essa regra existe para evitar que o ocupante utilize a estrutura administrativa em benefício próprio durante a campanha, garantindo equilíbrio entre os candidatos.
No caso de 2026, como o primeiro turno está previsto para outubro, o prazo final para desincompatibilização é 4 de abril. Por isso, Renato Casagrande anunciou que deixará o cargo antes dessa data para formalizar sua candidatura ao Senado.
























































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