top of page

TSE aprova mega federação e grupo comanda jogo político no ES ao declarar apoio a Ricardo Ferraço.

  • há 4 dias
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Divulgação - Vice-governador Ricardo Ferraço (PSB), Presidente da ALES Marcelo Santo (União) e Deputado Federal Da Vitória (PP). 


A nova federação União Progressista nasce com força nacional e impacto direto nos estados. No Espírito Santo, o grupo já tomou posição e entrou de vez na disputa pelo governo. A decisão expõe disputas internas, muda alianças e pode redesenhar o cenário eleitoral.


A aprovação unânime do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quinta-feira (26), oficializou a criação da federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas (PP), consolidando o maior bloco político do país. No Espírito Santo, a nova configuração já provocou efeitos imediatos: o grupo decidiu apoiar a pré-candidatura de Ricardo Ferraço (MDB) ao governo do Estado.


A federação nasce com peso expressivo no cenário nacional, reunindo 109 deputados federais, 14 senadores, seis governadores, além de cerca de 1,4 mil prefeitos e mais de 12 mil vereadores. Na prática, União Brasil e PP passam a atuar como um único partido pelos próximos quatro anos, compartilhando decisões estratégicas, recursos e tempo de propaganda eleitoral.


Força política no Espírito Santo


No Espírito Santo, a União Progressista já entra como protagonista. Na bancada federal, o bloco reúne nomes como Amaro Neto (PP), Da Vitória (PP), Evair de Melo (PP) e Messias Donato (União Brasil) — sendo que Amaro e Donato migraram recentemente do Republicanos, ampliando ainda mais o peso da federação.


Na Assembleia Legislativa, o grupo também marca presença com parlamentares como Marcelo Santos (União Brasil) — atual presidente da Casa — além de Denninho Silva, José Esmeraldo, Dr. Bruno Resende, Adilson Espindula e Raquel Lessa.


Esse conjunto de lideranças garante capilaridade política em diversas regiões do Estado, tornando a federação uma peça-chave na disputa eleitoral.


Apoio a Ferraço expõe racha interno


Apesar da força, a decisão de apoiar Ricardo Ferraço não foi consenso dentro da federação. O movimento contrariou parte do grupo ligada ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), que também se posiciona como pré-candidato ao governo.


Um dos principais nomes desse campo é o deputado federal Evair de Melo, que atua como articulador da pré-campanha de Pazolini. Com a definição da federação, Evair ficou politicamente isolado dentro do bloco e agora deve avaliar seus próximos passos — incluindo uma possível mudança de partido, especialmente se optar por disputar uma vaga ao Senado.


Bastidores e disputa por espaço


Nos bastidores, a federação também movimenta outras peças importantes. O deputado federal Da Vitória, que deve assumir a presidência estadual da União Progressista, voltou a ser cotado como possível nome para compor chapa majoritária ao lado do governador Renato Casagrande (PSB).


Já o deputado estadual Dr. Bruno Resende, que havia anunciado saída do grupo, recuou após mudanças nas articulações políticas e segue buscando espaço dentro da nova configuração.


Além disso, o cenário ainda pode sofrer alterações com a janela partidária aberta até o início de abril, período que permite trocas de legenda e pode redesenhar as forças dentro da federação.


Cenário nacional indefinido


Embora já atue com força nos estados, a União Progressista ainda não definiu um posicionamento único para a eleição presidencial. A tendência da direção nacional é apoiar um nome alinhado à direita, mas evitando vínculos diretos com lideranças do PL, como o senador Flávio Bolsonaro.


Mesmo assim, a estrutura da federação permite que haja diferentes alinhamentos regionais — o que abre espaço para composições distintas em cada estado. No Espírito Santo, no entanto, o grupo já sinalizou um caminho claro ao se alinhar com Ferraço.


Novo equilíbrio de poder


A criação da União Progressista altera significativamente o jogo político no Espírito Santo. Com uma base ampla, presença institucional forte e poder de articulação, o bloco passa a influenciar diretamente:


  • a disputa pelo governo;

  • a formação de chapas;

  • e as eleições proporcionais.


Mais do que uma simples aliança, a federação consolida um novo centro de poder no Estado — e obriga adversários a reorganizarem suas estratégias diante de um grupo mais estruturado e competitivo.

 
 
 

Comentários


Leia também:

bottom of page