Racha político no ES: PT bate o martelo, rompe com futuro governo e entrega cargos já em abril
- há 23 horas
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Por Addison Viana

Foto: Jordan Andrade/Sesport - O Secretário de Esportes e ex-deputado estadual José Carlos Nunes, é um dos que deverão entregar o cargo antes da posse do novo governador.
Decisão foi tomada em reunião do diretório estadual e marca um reposicionamento político importante no Espírito Santo. Saída ocorre às vésperas da troca de comando no Palácio Anchieta. Movimento revela tensão e estratégia eleitoral para 2026.
Em uma decisão que movimenta os bastidores da política capixaba, o Partido dos Trabalhadores (PT) anunciou que irá entregar todos os cargos que ocupa no alto escalão do Governo do Espírito Santo no dia 1º de abril de 2026. A medida foi definida na noite do dia 24 de março, durante reunião virtual do diretório estadual, e acontece às vésperas da saída do governador Renato Casagrande (PSB), que deixará o cargo para disputar o Senado, abrindo caminho para a posse de Ricardo Ferraço (MDB).
Com a decisão, o PT oficializa sua saída do núcleo de comando do governo estadual e já sinaliza que não fará parte da gestão de Ferraço. A movimentação antecipa um cenário de distanciamento político entre as duas forças, considerado inevitável por lideranças partidárias.
Atualmente, o principal nome do partido na administração estadual é o secretário de Esportes e Lazer, José Carlos Nunes, além de integrantes em subsecretarias. Todos deverão formalizar seus pedidos de exoneração na mesma data. No caso de Nunes, a saída também atende a exigências legais, já que ele pretende disputar uma vaga como deputado estadual nas eleições deste ano.
A decisão foi tomada por maioria dentro do partido e reflete uma estratégia eleitoral mais ampla. O PT busca alinhar sua atuação no Espírito Santo com o projeto nacional, priorizando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de fortalecer candidaturas locais, como a de Helder Salomão ao governo estadual e Fabiano Contarato ao Senado.
Nos bastidores, a relação entre PT e o futuro governador nunca foi considerada próxima. O histórico político de Ferraço, incluindo posições divergentes em pautas nacionais, contribuiu para o afastamento. A leitura interna é de que a permanência no governo poderia gerar conflitos e comprometer a coerência partidária no período pré-eleitoral.
A resolução também reforça o discurso de unidade interna e mobilização da militância, destacando a necessidade de consolidar um projeto político próprio no estado. A saída do governo, portanto, não é apenas administrativa, mas simbólica: marca o início de uma nova fase para o partido no Espírito Santo.
























































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