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Investimento social dá resultado: ex-acolhidos da Prefeitura de Vitória ingressam no Ifes.

  • 3 de mar.
  • 2 min de leitura

Por Addison Viana



Foto: Divulgação/SEMUS - Marcelo Pereira Pinto, de 61 anos, e Alessandro Amorim Nascimento, de 42, que conquistaram vaga no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Vitória.



Na manhã desta segunda-feira (3), foi divulgada a história de superação de Marcelo Pereira Pinto, de 61 anos, e Alessandro Amorim Nascimento, de 42, que conquistaram vaga no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), em Vitória, após passarem por um processo de reconstrução de vida no Abrigo Institucional para Adultos e Família (Abrigo 1). Ambos viveram em situação de rua e agora ingressarão no curso técnico em Segurança do Trabalho, após acompanhamento da rede socioassistencial do município.


Marcelo passou 31 anos vivendo nas ruas. A trajetória começou após a perda do emprego e o fim de um relacionamento, circunstâncias que o deixaram sem apoio familiar. O ponto de virada aconteceu quando ele foi atendido pelo Serviço Especializado em Abordagem Social e encaminhado ao abrigo.


Já nos primeiros dias de acolhimento, foi elaborado um plano individual com metas claras: retomar os estudos e reorganizar a vida. Sem lembrar exatamente até que série havia estudado, Marcelo voltou para a sala de aula por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) oferecida dentro do próprio abrigo. Concluiu o Ensino Fundamental e decidiu dar um passo ainda maior: disputar uma vaga no ensino técnico federal.


Alessandro trilhou caminho semelhante. Após atendimento no Centro de Referência para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop), também foi acolhido no Abrigo 1, onde permanece há cerca de 11 meses. Apaixonado por música, ele encontrou no ambiente de acolhimento o incentivo necessário para retomar antigos sonhos e investir na formação profissional.


Além da aprovação no Ifes, os dois conquistaram acesso ao benefício do aluguel social, que possibilita a locação de um imóvel com apoio da administração municipal, garantindo mais autonomia nessa nova fase.


Para a equipe técnica do abrigo, a conquista simboliza muito mais que uma vaga em uma instituição pública: representa a retomada do protagonismo e da dignidade. O trabalho envolveu acompanhamento psicológico, suporte pedagógico e construção de metas personalizadas.


As histórias de Marcelo e Alessandro reforçam o papel das políticas públicas de assistência social como instrumento de transformação. O que antes era marcado pela exclusão agora se converte em oportunidade e perspectiva de futuro.

 
 
 

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