TRE mantém cassação e vereador de Cachoeiro perde cadeira para rival do PL.
- 13 de ago. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de ago. de 2025
Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) rejeitou, nesta quarta-feira (13), o recurso do ex-vereador Rodrigo Sandi (PDT) e manteve a decisão que tirou seu mandato na Câmara de Cachoeiro de Itapemirim. A cadeira será ocupada por Lucas Mello, o “Lucas Genro do Silvinho” (PL), que se junta a outros dois parlamentares do partido na Casa.

O caso começou após o PRTB ser condenado por fraude às cotas de gênero nas eleições de 2024. Com a recontagem dos quocientes eleitoral e partidário, Sandi perdeu o mandato.
Ele apresentou embargos alegando que a advogada das candidatas investigadas, Marcela Borges Daltio, teria atuado de forma propositalmente fraca para favorecer o PL — partido com o qual já teve ligação profissional. Segundo ele, a defensora fez uma contestação genérica, não pediu produção de provas, recusou depoimentos, não apresentou contrarrazões e sequer participou da sustentação oral.
Mas o relator do caso, juiz Alceu Maurício Júnior, afirmou que as acusações deveriam ser analisadas em ação própria, e não por meio de embargos. O plenário do TRE concordou. A Procuradoria Regional Eleitoral também já havia dado parecer contra Sandi, destacando que a ligação entre um advogado e um partido não é prova suficiente de “patrocínio infiel” sem uma investigação mais aprofundada.
A nova composição da Câmara de Cachoeiro agora fica com o PSDB como maior bancada (4 vereadores), seguido por PDT, PSB e Podemos (3 cada), União Brasil (2), PL (3 com a chegada de Lucas Mello) e PP (1). Outros parlamentares, como Thiago Neves (PSB) e Pastor Delandi Macedo (PSDB), chegaram a ser ameaçados de perder o mandato, mas o processo contra o MDB foi arquivado.


























































Comentários