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“Cadê os cem mil?” — Áudio bomba expõe suposta propina e abala Câmara da Serra.

  • 14 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de ago. de 2025

Gravação anexada a denúncia do MPES mostra vereadores discutindo suposta propina para aprovar projeto milionário de regularização fundiária. Pedido de afastamento imediato já está na Justiça.


Entre os denunciados estão o presidente da Casa, Saulinho da Academia (PDT), Cleber Lima Pereira (MDB), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT)
Entre os denunciados estão o presidente da Casa, Saulinho da Academia (PDT), Cleber Lima Pereira (MDB), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT)

Uma conversa de pouco mais de 18 minutos, gravada horas antes de uma votação na Câmara da Serra, caiu como uma bomba na política capixaba. O áudio, anexado à denúncia do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) contra quatro vereadores, revela supostas negociações de propina que chegariam a R$ 100 mil para aprovar um projeto de lei da prefeitura sobre regularização fundiária.


Na gravação, atribuída a parlamentares e analisada pela Polícia Civil, é possível ouvir discussões sobre o formato da votação e até questionamentos diretos sobre “onde foi parar o dinheiro prometido”. Trechos mencionam nomes de políticos e empresários, além de indicar que o suposto esquema poderia se repetir em outros projetos estratégicos, como o Plano Diretor Municipal.




Entre os denunciados estão o presidente da Casa, Saulinho da Academia (PDT), Cleber Lima Pereira (MDB), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT). O MPES também cita dois ex-vereadores, Luiz Carlos Moreira (MDB) e Aloísio Ferreira Santana, como intermediadores de interesses empresariais.


O projeto em questão, enviado em 2024 pelo então prefeito Sérgio Vidigal (PDT), permitiria regularizar imóveis de propriedade do município. Segundo o MPES, emendas inseridas na proposta ampliaram de forma suspeita a lista de terrenos beneficiados. A matéria foi aprovada em regime de urgência no mesmo dia em que o áudio foi gravado, mas acabou vetada pelo próprio prefeito semanas depois, sob alegação de inconstitucionalidade.



Para o Ministério Público, o afastamento dos vereadores é necessário para evitar interferência nas investigações e prevenir novas irregularidades. A denúncia inclui ainda suspeitas de que o mesmo grupo teria atuado em outros projetos de alto impacto econômico para a cidade.


Procurados, os citados negaram ter sido notificados oficialmente até o moment

 
 
 

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