Cientista que pode devolver movimentos a paraplégicos é homenageada pela Ales.
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Por Addison Viana

Foto: Paula Ferreira - A cientista Tatiana Sampaio recebeu das mãos da deputada Janete de Sá e do presidente da Ales Marcelo Santos, a maior honraria do legislativo capixaba.
Uma pesquisa desenvolvida há quase três décadas reacende a esperança de milhares de pessoas com lesão medular. A cientista Tatiana Sampaio e sua equipe foram homenageadas em sessão solene na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. O estudo com a proteína polilaminina já apresentou resultados animadores em testes experimentais.
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo realizou, nesta quinta-feira (26), uma solenidade para reconhecer o trabalho da pesquisadora Tatiana Sampaio e dos profissionais envolvidos nos estudos sobre a polilaminina, proteína que vem sendo apontada como uma alternativa promissora no tratamento de lesões medulares. A cerimônia ocorreu na sede do Parlamento capixaba, em Vitória, e destacou o impacto científico e social da pesquisa.
Coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Tatiana recebeu a Ordem do Mérito Domingos Martins — a mais alta honraria concedida pelo Legislativo estadual. A iniciativa foi proposta pela deputada Janete de Sá em conjunto com o presidente da Casa, deputado Marcelo Santos.
Durante a cerimônia, parlamentares ressaltaram que a ciência produzida no Brasil tem potencial transformador. A pesquisa com a polilaminina, segundo destacado na solenidade, pode representar um avanço significativo na recuperação funcional de pessoas que perderam os movimentos após acidentes.
Em discurso emocionado, Tatiana Sampaio agradeceu o reconhecimento e afirmou que a valorização pública demonstra que a sociedade brasileira acompanha e apoia a produção científica nacional. Segundo ela, cada etapa superada no laboratório reforça a esperança de pacientes e familiares que aguardam por novas possibilidades terapêuticas.
Uma trajetória de quase 30 anos de estudos
As investigações começaram em 1998, com análises laboratoriais sobre a laminina — proteína essencial na estrutura dos tecidos. A partir dela, foi desenvolvida a polilaminina, uma versão modificada com potencial regenerativo no sistema nervoso.
Os primeiros resultados relevantes surgiram em 2010, em experimentos com ratos. Em 2016, testes em cães apresentaram avanços importantes. Já em 2018, pacientes humanos com lesões recentes passaram a integrar a fase experimental. Parte dos voluntários apresentou recuperação parcial ou total dos movimentos após a aplicação da substância, o que ampliou as expectativas da comunidade científica.
Reconhecimento coletivo
Além da pesquisadora, médicos e integrantes da equipe multidisciplinar também foram homenageados. Profissionais que colaboram diretamente com o desenvolvimento e aplicação dos estudos receberam comendas destinadas a personalidades que se destacam na área da saúde.
Mais cedo, o grupo já havia sido agraciado pelo governo estadual com a Comenda Jerônimo Monteiro. O trabalho também recebeu manifestações de reconhecimento de câmaras municipais e da iniciativa privada.
A expectativa, agora, é que novas fases de testes e investimentos consolidem os avanços obtidos até aqui. Para milhares de brasileiros que convivem com lesões medulares, cada novo passo da pesquisa representa a possibilidade concreta de reconstruir movimentos e autonomia.
























































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