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“Arreda, homem!”: Jucutuquara promete desfile poderoso ao exaltar o feminino no Carnaval 2026.


Por Addison Viana




Foto: Divulgação


Uma das escolas mais vitoriosas do Espírito Santo prepara um desfile carregado de simbolismo. Em 2026, a Jucutuquara aposta na ancestralidade e no protagonismo feminino. A proposta promete emocionar e provocar reflexões no Sambão do Povo.


A Unidos de Jucutuquara anunciou, em janeiro de 2026, o enredo que levará para o Sambão do Povo no Carnaval deste ano: “Arreda Homem Que Aí Vem Mulher”, criação do carnavalesco Marcelo Braga, sob a presidência de Ewerton Fernandes, com a proposta de exaltar a força do feminino e a ancestralidade afro-brasileira como elementos centrais da identidade cultural da escola.


Fundada em 29 de janeiro de 1972, no bairro de Jucutuquara, em Vitória, a agremiação nasceu de forma simples, ainda como bloco carnavalesco, a partir da iniciativa de moradores da comunidade. No início, o desfile era formado apenas por homens, que saíam às ruas com tamancos e fantasias improvisadas. Com o tempo, a escola cresceu, incorporou novas indumentárias, fortaleceu sua identidade visual e abriu espaço para a participação feminina, ampliando sua diversidade e representatividade.


A trajetória competitiva começou a ganhar destaque nos anos 1980, quando o então bloco passou a disputar concursos oficiais e acumulou títulos consecutivos. O desempenho expressivo levou à transformação em escola de samba em 1986. Já no ano seguinte, a Jucutuquara estreou como campeã do segundo grupo e, pouco tempo depois, consolidou-se no Grupo Especial, conquistando títulos marcantes e um tetracampeonato histórico entre 2006 e 2009.


Para 2026, a escola aposta em um enredo de forte carga simbólica. A narrativa gira em torno de Maria Padilha, entidade presente nas tradições afro-brasileiras, associada às encruzilhadas, aos caminhos e às transformações. A proposta apresenta essa figura como uma força ancestral que atravessa tempos e territórios, sendo constantemente ressignificada pela cultura popular.


O desfile propõe uma leitura do feminino como potência, sabedoria e resistência. A Jucutuquara pretende levar à avenida uma mensagem que valoriza mulheres que rompem barreiras, ocupam espaços e reafirmam suas histórias, transformando o carnaval em palco de identidade, fé e expressão cultural.


Com esse enredo, a escola promete fazer do Sambão do Povo um grande encontro entre tradição, espiritualidade e espetáculo, reafirmando o carnaval como espaço legítimo de memória, respeito e afirmação social.

 
 
 

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