Pedra que move o Brasil: setor de rochas naturais ganha homenagem histórica no Congresso.
- Addison Viana
- há 2 dias
- 3 min de leitura
Por Addison Viana

Foto: Divulgação
O setor de rochas naturais, um dos mais fortes da indústria brasileira, será homenageado pela primeira vez no Congresso Nacional. A cerimônia ocorre em Brasília e destaca a relevância econômica, social e ambiental do segmento. O Espírito Santo, líder nacional nas exportações, protagoniza a iniciativa.
Pela primeira vez, o Congresso Nacional abrirá espaço para homenagear oficialmente o setor produtivo de rochas naturais do Brasil. A sessão solene acontece no dia 11 de fevereiro de 2026, às 11 horas, no Plenário Ulysses Guimarães, em Brasília, por iniciativa da bancada federal do Espírito Santo, estado que lidera as exportações do segmento. A cerimônia será conduzida pelo deputado federal Josias Da Vitória e tem como objetivo reconhecer a importância econômica, social e estratégica do setor para o desenvolvimento do país.
A solenidade integra a agenda oficial da Câmara dos Deputados e marca um reconhecimento institucional inédito a uma cadeia produtiva presente em todas as regiões brasileiras. O setor é representado nacionalmente pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) e reúne sindicatos e entidades dos principais polos produtores, como Espírito Santo, Minas Gerais e Ceará, estados que concentram grande parte da produção e das exportações nacionais.
Também participam do ato instituições ligadas à inovação, tecnologia e responsabilidade social, reforçando a diversidade e a complexidade do segmento. Atualmente, o setor de rochas naturais responde por cerca de 480 mil empregos diretos e indiretos no Brasil, consolidando-se como uma das engrenagens mais relevantes da indústria nacional.
No cenário internacional, o Brasil ocupa posição de destaque. O país está entre os maiores produtores e exportadores de rochas naturais do mundo, com presença em mais de 130 mercados. A diversidade geológica brasileira é um diferencial competitivo, com mais de 1.200 tipos de materiais reconhecidos pela qualidade, durabilidade e estética, fatores que impulsionam a demanda externa.
Em 2025, o setor alcançou um marco histórico ao registrar US$ 1,48 bilhão em exportações, crescimento expressivo em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos seguem como principal destino das vendas, seguidos por países como China, Itália, México, Reino Unido e Espanha. Nesse cenário, o Espírito Santo se consolida como o maior polo exportador do país, concentrando a maior parte do valor comercializado e uma parcela significativa dos empregos gerados.
Além dos resultados econômicos, o setor brasileiro de rochas naturais tem avançado de forma consistente em sustentabilidade e inovação. O reaproveitamento de água nos processos produtivos, o uso crescente de fontes de energia renovável e o desenvolvimento de soluções baseadas na economia circular colocam o Brasil em posição de referência mundial também na agenda ambiental.
Durante a sessão solene, parlamentares e representantes do setor devem reforçar a necessidade de um ambiente regulatório mais adequado à realidade da indústria, especialmente nas áreas ambiental, mineral, logística e de infraestrutura. A expectativa é que o reconhecimento no Congresso contribua para ampliar a competitividade internacional, estimular investimentos e garantir segurança jurídica às empresas.

Foto: Divulgação
Na avaliação da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), presidida por Tale Machado, (foto), que representa e apoia mais de 470 empresas espalhadas por 17 estados brasileiros, o fortalecimento dessa agenda é decisivo para consolidar a presença do Brasil no mercado internacional, proteger postos de trabalho, atrair novos aportes financeiros e oferecer maior segurança e estabilidade ao ambiente de negócios.
Na ocasião, a Centrorochas também prestará homenagens a autoridades e instituições parceiras que colaboram diretamente para a expansão do setor, com destaque para ações de promoção internacional e fortalecimento da imagem das rochas naturais brasileiras no mercado global.

























































Comentários