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Caso Orelha: morte de cão gera onda de protestos pelo Brasil e mobiliza Vitória.


Por Addison Viana


Foto: @ongpramia/Instagram


A comoção pela morte brutal do cão Orelha ultrapassou fronteiras estaduais e tomou as ruas neste domingo (1º). Artistas, ativistas e cidadãos comuns se uniram em atos públicos para cobrar responsabilização e mudanças na legislação. No Espírito Santo, a Orla de Camburi foi palco do protesto.


A morte do cão comunitário conhecido como Orelha provocou uma série de manifestações em diversas capitais brasileiras neste domingo (1º), reunindo ativistas, artistas e parlamentares em defesa dos direitos dos animais. Em Vitória, o protesto aconteceu pela manhã na Avenida Dante Michelini, na Orla de Camburi, com o objetivo de cobrar justiça pelo caso ocorrido em Santa Catarina e exigir punição aos envolvidos.


Vestidos majoritariamente de preto, os manifestantes caminharam pela avenida segurando cartazes, faixas e balões da mesma cor. As mensagens pediam o fim da violência contra animais e reforçavam o sentimento de indignação diante do crime. Frases como “A vida animal importa” e “Justiça por Orelha” foram entoadas durante o ato, que também contou com a presença de cães levados por seus tutores.


A mobilização em Vitória fez parte de um movimento nacional. Em São Paulo, o encontro ocorreu no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, com caminhada iniciada após a concentração. No Rio de Janeiro, os atos foram realizados no Aterro do Flamengo e em Copacabana, enquanto em Florianópolis — cidade onde o caso aconteceu — manifestantes se reuniram na região central pedindo justiça em coro.


Além da responsabilização pelo crime, parte dos protestos levantou debates mais amplos, como o endurecimento das leis contra maus-tratos e discussões sobre a maioridade penal. Os suspeitos pela agressão que levou à morte de Orelha são adolescentes, o que ampliou o debate nas ruas e nas redes sociais.


Personalidades públicas também aderiram aos atos. Artistas e defensores da causa animal utilizaram suas redes para convocar a população e dar visibilidade ao caso, que se tornou símbolo de uma preocupação maior com o crescimento da violência contra animais no país.


O cão Orelha tinha cerca de dez anos e vivia como animal comunitário quando foi espancado na Praia Brava, em Santa Catarina, no início de janeiro. Devido à gravidade das lesões, ele precisou ser submetido à eutanásia. O episódio gerou forte repercussão nacional e passou a ser associado a outros registros recentes de ataques semelhantes em diferentes estados.


Nas redes sociais, o assunto também ganhou força. Expressões pedindo a federalização do caso e punições mais severas chegaram aos assuntos mais comentados do país, reforçando a pressão popular por respostas das autoridades.

 
 
 

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