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📹 Polícia bloqueia até R$ 70 milhões e prende “Leite Ninho” em megaoperação contra lavagem de dinheiro no ES.


Por Addison Viana


Foto: Sesp/ES - Casal é preso na operação Castelo de Areia.


Uma das maiores ofensivas financeiras já realizadas pela Polícia Civil do Espírito Santo atingiu em cheio o patrimônio de uma organização criminosa estruturada. A ação resultou em prisões, apreensões de bens de luxo e no bloqueio judicial de valores milionários.


A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou, no início de janeiro de 2026, a Operação Castelo de Areia, que resultou na prisão de Bruno Soares Mendonça, de 37 anos, conhecido como “Leite Ninho”, apontado como líder de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, fraudes e crimes patrimoniais. A ação ocorreu em diversos municípios capixabas e também em Minas Gerais, com o objetivo de desarticular financeiramente o grupo.


Além de Bruno, também foi presa Bárbara Alves Foege, de 34 anos, namorada do investigado, suspeita de participar ativamente do esquema de ocultação e movimentação de recursos ilícitos. As prisões fazem parte de um conjunto de medidas judiciais que incluem bloqueio de contas bancárias e apreensão de bens avaliados em até R$ 70 milhões.


A operação foi coordenada pelo Serviço Especializado de Apoio Técnico (SEAT), com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), e cumpriu mandados de busca, apreensão e prisão em cidades como Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Colatina, Baixo Guandu e Aimorés, além dos municípios mineiros de Itueta e Aimorés.


Segundo as investigações, Bruno “Leite Ninho” teria migrado de crimes violentos, como roubos e furtos qualificados, para práticas financeiras sofisticadas, incluindo agiotagem, fraudes veiculares, simulação de furtos para recebimento de seguros e uso de empresas de fachada para ocultar a origem do dinheiro. A polícia identificou movimentações bancárias incompatíveis com qualquer renda lícita declarada.


Entre os bens apreendidos estão imóveis de alto padrão, veículos de luxo como uma BMW X4 e uma Toyota SW4 blindada, além de joias, armas de fogo, munições, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie, centenas de documentos e mais de 1.500 notas promissórias, que indicam um esquema estruturado de empréstimos ilegais.


As investigações também apontam o uso de empresas registradas em nome de terceiros — incluindo um negócio no ramo de estética — para disfarçar a propriedade de veículos e ativos. Em outro braço da apuração, a polícia identificou ligação do grupo com ferros-velhos utilizados para desmonte e revenda de veículos furtados.


VÍDEO DA OPERAÇÃO:


Imagens: Sesp/ES


Ao todo, sete veículos foram apreendidos, além de três armas de fogo e grande quantidade de munições. Parte das prisões ocorreu em Baixo Guandu, onde também foi lavrado flagrante por posse irregular de munição.


De acordo com a Polícia Civil, os cerca de R$ 70 milhões correspondem a movimentações consideradas suspeitas entre os anos de 2018 e 2024. O valor efetivamente recuperado ainda será confirmado após a conclusão das análises bancárias autorizadas pela Justiça.


A Operação Castelo de Areia marca a primeira grande ofensiva policial de 2026 no Espírito Santo com foco direto na descapitalização do crime organizado, estratégia que busca enfraquecer financeiramente organizações criminosas e impedir sua continuidade. Novas fases da investigação não estão descartadas.

 
 
 

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