Vitória muda a lógica da inovação e começa a transformação digital pelo problema, não pela tecnologia.
- Addison Viana
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Por Addison Viana

Foto: Divulgação/LUV - Workshop Arquitetura de Problemas. Secretário de Gestão e Planejamento, Regis Mattos, e o CEO da Ikone e diretor-executivo do LUV, Tullio Ponzi
Vitória deu mais um passo para modernizar a administração pública. A cidade está apostando em uma metodologia que prioriza o entendimento profundo dos desafios da gestão antes de aplicar tecnologia. A iniciativa já envolve secretarias estratégicas e deve se expandir para toda a Prefeitura.
Na capital capixaba, a Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria de Gestão e Planejamento (Seges), iniciou uma nova fase da sua transformação digital ao promover, ao longo dos últimos dias, Oficinas de Arquitetura de Problemas no Laboratório Urbano Vivo de Vitória (LUV), com o objetivo de aprimorar decisões, tornar a gestão mais eficiente e preparar o uso responsável de tecnologias e inteligência artificial no serviço público.
A proposta rompe com o modelo tradicional de inovação ao colocar o foco inicial na definição clara dos problemas enfrentados pela administração municipal. Antes de pensar em sistemas, plataformas ou soluções digitais, as equipes são estimuladas a mapear gargalos, compreender processos internos e identificar desafios prioritários que impactam diretamente a cidade e o cidadão.
Até o momento, já participaram das oficinas as secretarias de Gestão e Planejamento, Fazenda e Saúde. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações coordenadas pela Seges para modernizar a máquina pública, reduzir desperdícios e aumentar a efetividade das políticas públicas.
Durante os encontros, servidores e gestores passam por etapas de escuta estruturada, análise de fluxos de trabalho e levantamento de problemas concretos do dia a dia administrativo. A metodologia integra conceitos de arquitetura de problemas, transformação digital e inteligência artificial, criando bases sólidas para decisões mais assertivas e projetos orientados por dados.
De acordo com o secretário de Gestão e Planejamento, Regis Mattos, a lógica é simples, mas estratégica: compreender profundamente o problema antes de buscar a solução. Segundo ele, a clareza na definição dos desafios evita retrabalho, otimiza recursos e aumenta o impacto das ações implementadas pela Prefeitura.
A abordagem também fortalece a integração entre pessoas, dados e tecnologia, garantindo que a inovação esteja alinhada às reais necessidades da cidade. Em vez de soluções genéricas, a gestão passa a construir respostas sob medida para os desafios públicos.
Para o diretor-executivo do LUV e CEO da Ikone, Tullio Ponzi, a experiência coloca Vitória em um patamar diferenciado no cenário nacional. Ele destaca que a cidade vem estruturando políticas públicas com uma visão ágil, colaborativa e baseada em dados, usando o ambiente urbano como espaço de testes, aprendizado e desenvolvimento de novas soluções — um dos fatores que consolidam Vitória como referência em inteligência urbana no Brasil.
As oficinas continuarão nos próximos dias, com a adesão de outras secretarias municipais, ampliando o alcance da metodologia e fortalecendo a estratégia de transformação digital da capital capixaba.

























































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