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Polícia desmonta grupo virtual que espalhava violência e ameaçava jovens em todo o país.


Por Addison Viana


Imagem: Reprodução/Sesp/ES


Uma investigação sigilosa revelou um esquema criminoso que atuava nas redes para disseminar violência extrema e manipular crianças e adolescentes. A ação policial impediu a retomada de práticas que colocavam vidas em risco. O caso expõe o lado mais obscuro do uso criminoso da internet.


Na manhã desta quarta-feira (4), a Polícia Civil do Espírito Santo realizou, no bairro Jardim Limoeiro, na Serra, uma operação que resultou na apreensão de um adolescente de 16 anos, suspeito de integrar e liderar uma organização criminosa que utilizava a internet para promover violência, aliciamento psicológico e crimes graves contra crianças e adolescentes. A ação, batizada de Operação Desconectado, teve como objetivo interromper atividades ilegais praticadas em plataformas digitais e evitar novos danos às vítimas.


A ofensiva foi coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Dracco), após investigações apontarem que o grupo atuava principalmente em aplicativos de comunicação on-line, alcançando vítimas em diversos estados brasileiros. Segundo a apuração, os ambientes virtuais eram usados para incentivar comportamentos violentos, difundir conteúdos criminosos e exercer pressão psicológica sobre jovens.


Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão, os policiais recolheram computadores, celulares e mídias de armazenamento, que passarão por análise pericial. O material deve ajudar a identificar outros envolvidos e mapear a extensão da atuação do grupo.


De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram um cenário classificado como extremamente grave, no qual atos de crueldade eram tratados como entretenimento em transmissões on-line. As autoridades também identificaram o uso de conteúdos ilegais e ameaças virtuais como forma de coagir vítimas, principalmente menores de idade, a participarem de práticas degradantes e perigosas.


Outro ponto que acelerou a deflagração da operação foi a descoberta de indícios de que o grupo planejava reativar desafios virtuais conhecidos por induzir à automutilação e ao suicídio. Para a polícia, a apreensão do adolescente foi decisiva para conter um risco iminente à integridade física e emocional de jovens em todo o país.


O caso segue sob segredo de justiça. Em cumprimento ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), não foram divulgados detalhes que possam identificar o menor apreendido. A Polícia Civil reforça que a prioridade da investigação é proteger as vítimas, responsabilizar os envolvidos e combater crimes cometidos no ambiente digital.

 
 
 

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