Discussão termina em tragédia: mulher indígena é morta com tiro na cabeça dentro de aldeia em Aracruz.
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Redação Café com Política ES

Foto: Arquivo da família - Angélica Coutinho da Vitória foi assassinada pelo namorado com um tiro na cabeça.
Uma mulher indígena foi assassinada dentro da própria comunidade em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. O companheiro dela acabou detido logo após o crime e confessou o disparo à polícia. O caso é investigado como feminicídio e causou forte comoção na região.
Uma mulher indígena identificada como Angélica Coutinho da Vitória, conhecida na comunidade como “Angélica Tupinikim”, foi morta com um tiro na cabeça dentro da Aldeia Córrego do Ouro, em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, entre a noite de quinta-feira (14) e esta sexta-feira (15). O principal suspeito é o próprio companheiro da vítima, José Fernandes Ferreira Cesário, de 39 anos, que foi preso em flagrante após confessar o crime.
De acordo com informações da Polícia Militar, Angélica foi encontrada caída na entrada da residência do casal já sem sinais de vida. O disparo teria sido feito com um revólver calibre 32.
Após o ocorrido, o suspeito foi conduzido até a delegacia pelo cacique da aldeia, junto com a arma utilizada no crime. Em depoimento aos policiais, José alegou que o casal teria iniciado uma discussão motivada por ciúmes. Segundo a versão apresentada por ele, Angélica teria o agredido com uma panela e, durante o desentendimento, ele pegou a arma para tentar intimidá-la.
O homem afirmou ainda que a vítima tentou tomar o revólver de suas mãos e que o disparo ocorreu durante a luta corporal. Apesar da versão apresentada, a Polícia Civil autuou o suspeito por feminicídio e posse ilegal de arma de fogo.
Durante buscas realizadas na residência, os policiais encontraram outras duas armas, sendo uma espingarda calibre 28 e outro armamento calibre 32, além de diversas munições. Conforme a investigação, nenhuma das armas possuía registro ou autorização legal.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Aracruz, que deve apurar as circunstâncias da morte e a dinâmica exata do crime.
























































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