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Francisca ligou para a polícia minutos antes de ser morta. Revela print encontrado no telefone da vítima.

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução/TV Vitória - Francisca Chaguiana Dias Viana acionou a polícia às 9h46 do dia 8 de abril, em Cariacica, na tentativa de pedir ajuda.



Um detalhe revelado dias após o crime lança novas perguntas sobre a atuação policial. A vítima buscou socorro antes da execução, mas não houve tempo para evitar a tragédia. O caso segue repercutindo e já resultou em afastamentos dentro da corporação.


Uma revelação impactante veio à tona nesta sexta-feira (17): Francisca Chaguiana Dias Viana acionou a polícia às 9h46 do dia 8 de abril, em Cariacica, na tentativa de pedir ajuda, apenas 17 minutos antes de ser assassinada a tiros junto com sua companheira, Daniele Toneto Rocha. O crime ocorreu no bairro Cruzeiro do Sul e teve como autor o cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale.


A informação foi confirmada por meio de um print extraído do celular da própria vítima, obtido pela TV Vitória. O registro reforça que Francisca buscou socorro antes da execução. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o policial chega ao local e dispara contra as duas mulheres, por volta das 10h03.


De acordo com o comando da Polícia Militar, o chamado feito via 190 mobilizou duas viaturas. A primeira, responsável pela área, teria seguido o procedimento padrão e se deslocado até o endereço informado. Já a segunda viatura estacionou em uma rua próxima — dela desceu o cabo, que foi até as vítimas e cometeu o crime.


O comandante-geral da corporação, coronel Ríodo Lopes Rubim, destacou que não há indícios de que o policial tenha sido autorizado a sair de seu posto em Itacibá, uma vez que estava afastado das atividades operacionais nas ruas.


“A viatura de área foi acionada corretamente. Paralelamente, ele se deslocou por conta própria. As equipes foram enviadas por meio do 190, não houve solicitação do policial ou de terceiros”, explicou.


O caso ganhou novos desdobramentos nesta semana. Na quinta-feira (16), a Justiça determinou o afastamento de seis policiais militares que presenciaram o assassinato. Entre os suspensos estão soldados, cabos e um sargento.


Já o cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale permanece preso desde o dia do crime.


O episódio levanta questionamentos sobre protocolos, conduta e a capacidade de resposta diante de pedidos urgentes de socorro — especialmente quando a vítima, como neste caso, buscou ajuda pouco antes de perder a vida.

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