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Suor sem salário: trabalhadores terceirizados param atividades em Anchieta e recebem silêncio como resposta.

  • há 22 horas
  • 2 min de leitura


Por João Simas

Responsável por todas as informações contidas nesta matéria.


Foto: Reprodução/Sindilimpes - o ato trouxe à tona a realidade de dezenas de famílias que dependem diretamente desses rendimentos para manter as contas em dia e garantir o sustento dentro de casa.




Pouco depois das 8 horas da manhã desta quarta-feira, trabalhadores terceirizados decidiram interromper suas atividades e realizar uma paralisação em frente à Prefeitura de Anchieta. O motivo, segundo os manifestantes, é o atraso no pagamento de salários e do tíquete-alimentação por parte da empresa Flex Serviços, responsável pelos contratos.


A situação, segundo os trabalhadores, se agravou nos últimos meses. Funcionários que retornaram das férias afirmam não ter recebido os valores devidos, enquanto ex-colaboradores relatam que foram desligados sem o pagamento das verbas rescisórias.


Organizado pelo Sindilimpe-ES, o ato trouxe à tona a realidade de dezenas de famílias que dependem diretamente desses rendimentos para manter as contas em dia e garantir o sustento dentro de casa.


“Não tem como trabalhar sem ter comida na mesa. O aluguel está vencido. Há mães e pais de família que deixam os filhos com alguém para cumprir sua jornada de trabalho, e quem cuida dessas crianças também precisa receber. Nós só queremos aquilo que é nosso por direito”, desabafou Félix, representante sindical.


Cobrança direta ao poder público


A mobilização ganhou ainda mais força com a presença da presidente do Sindilimpe-ES, Evanir, que cobrou uma postura mais firme da administração municipal diante da situação enfrentada pelos trabalhadores.


Durante seu pronunciamento, ela destacou que, embora os funcionários sejam contratados por uma empresa terceirizada, o município é o tomador dos serviços e não pode se eximir da responsabilidade de fiscalizar o cumprimento das obrigações trabalhistas.


“A Prefeitura é a tomadora do serviço. Se a empresa contratada não cumpre a legislação, cabe ao município agir, reter os pagamentos previstos em contrato e buscar mecanismos para garantir que os trabalhadores recebam aquilo que lhes é devido. O que está em jogo aqui é a dignidade de pais e mães de família”, afirmou Evanir.


Silêncio diante da crise


Enquanto os trabalhadores aguardam uma solução, a principal reclamação é a falta de respostas por parte dos responsáveis pelo contrato.


A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Anchieta para questionar se os repasses à empresa estão sendo realizados regularmente e quais providências serão adotadas para solucionar o problema. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.


O espaço permanece aberto para manifestação da Prefeitura de Anchieta e da empresa Flex Serviços.


Durante a mobilização, uma pergunta foi repetida diversas vezes entre os manifestantes: quem assumirá a responsabilidade pelos prejuízos enfrentados por trabalhadores que, diariamente, ajudam a manter o funcionamento dos serviços públicos do município?


Enquanto a resposta não chega, famílias seguem convivendo com a incerteza e acumulando dificuldades provocadas pela falta de pagamento.

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