top of page

Viva dentro da cova: laudo revela que Monique respirou após ser enterrada.

  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução



O caso de Monique Fernandes acaba de ganhar um novo e chocante capítulo.


Desaparecida desde 30 de junho, em São José do Calçado, no Espírito Santo, a mulher foi encontrada enterrada dentro de um dos quartos da casa onde vivia com o companheiro, Mário Almeida Pinto, que confessou o crime e indicou aos policiais o local onde havia escondido o corpo.


Até então, a versão apresentada por Mário era de que ele teria atingido Monique três vezes na cabeça com um banco de madeira durante uma discussão e acreditado que os golpes haviam provocado a morte.


Mas o laudo cadavérico trouxe uma informação que muda completamente a compreensão sobre os momentos finais de Monique: a causa da morte foi asfixia, e não os golpes na cabeça.


E existe um detalhe ainda mais perturbador.


Durante a análise do corpo, foram encontradas partículas de terra nas vias respiratórias e nos pulmões de Monique.


Para a investigação, esse é um indício decisivo: ela estava viva quando foi enterrada, pois aspirou terra enquanto ainda respirava.


A perícia, entretanto, não conseguiu determinar se Monique estava consciente naquele instante. O avançado estado de decomposição do corpo também impediu que fosse estabelecido com precisão o horário da morte.


Ou seja: o que parecia ser apenas uma ocultação de cadáver ganhou uma dimensão ainda mais assustadora.



O que aconteceu entre 7h da manhã e 17h49?


As imagens de câmeras de segurança ajudam a montar a sequência dos acontecimentos.



Às 7 horas da manhã do dia 30 de junho, Monique aparece pela última vez em público. Ela estava na calçada de casa e, depois daquele momento, não voltou mais a ser registrada pelas câmeras.



Horas depois, às 17h49, Mário aparece saindo da residência acompanhado da filha de Monique. Segundo o relatos apurados pelo Café com Política ES, ele teria levado a menina para a casa do pai dela, João Elias, afirmando que Monique havia saído e não retornado.


É justamente nesse intervalo que permanece uma das principais perguntas do caso:


O que aconteceu com Monique entre a manhã e o fim da tarde daquele dia?


A resposta ainda não está completamente esclarecida.



A cova foi escondida debaixo do piso


Depois de colocar o corpo dentro de uma cova de aproximadamente um metro de profundidade, Mário teria recolocado a terra e reconstruído o piso do quarto para esconder o que havia feito.


O trabalho foi cuidadosamente disfarçado. Segundo informações, o piso utilizado no quarto era semelhante ao existente no banheiro, o que dificultaria a identificação da área modificada. Peritos teriam avaliado que seria praticamente impossível localizar a cova sem o auxílio de um cão farejador caso não houvesse a confissão.




No dia seguinte ao desaparecimento, uma câmera registrou um caminhão descarregando material de construção em frente à residência.


Vizinhos também relataram ter ouvido barulhos semelhantes a quebra de piso durante o período posterior ao desaparecimento.


As imagens, segundo a apuração apresentada, formam uma sequência que pode ajudar a polícia a reconstruir os acontecimentos.



A versão contada por Mário não bate com o laudo


Mário afirmou que matou Monique com golpes de um banco de madeira.


A perícia, porém, apontou outra causa para a morte: asfixia.


Isso significa que a narrativa apresentada inicialmente pelo próprio investigado não explica, sozinha, como Monique morreu.


Também permanece sem resposta uma questão fundamental: ele acreditava que Monique já estava morta quando a colocou na cova ou percebeu que ela ainda estava viva?


Essa resposta não consta nas informações apresentadas até agora.



Uma morte cercada de perguntas


A investigação ainda precisa esclarecer o que ocorreu dentro da residência, em que momento Monique sofreu os golpes, quando foi colocada na cova e em que circunstâncias ocorreu a asfixia.


O próprio material da apuração ressalta que algumas possibilidades levantadas são apenas hipóteses e não conclusões definitivas.


O que a perícia permite afirmar, até o momento, é especialmente grave: Monique ainda apresentava respiração quando foi enterrada e morreu por asfixia.


A mulher que saiu de casa naquela manhã para, aparentemente, seguir sua rotina jamais voltaria a ser vista com vida.


Agora, o grande mistério que permanece é justamente o que aconteceu nas horas que separaram sua última aparição pública do momento em que seu companheiro deixou a residência com a filha dela.


E essa resposta pode ser fundamental para esclarecer, passo a passo, como aconteceu uma das mortes mais chocantes já registradas em São José do Calçado.

Comentários


Leia também:

bottom of page