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“Nenhuma mulher deve ter medo de fazer política”: Janja reage a ataques contra campanhas de esquerda no ES.

há 11 minutos
3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução - A primeira-dama Janja Lula da Silva se manifestou nesta segunda-feira (21) sobre os episódios denunciados pela campanha da deputada federal Jack Rocha (PT) no Espírito Santo.




RESUMO: As campanhas de Jack Rocha (PT) e Vinicius Machado (PSOL) relataram episódios de violência, retirada ou destruição de materiais eleitorais no Espírito Santo. No sábado (19), duas integrantes da equipe de Jack Rocha ficaram feridas após um artefato explosivo ser lançado durante um bandeiraço em Cachoeiro de Itapemirim. Na véspera, materiais da candidata haviam sido retirados em Vila Velha. Já a campanha de Vinicius Machado informou que cinco windbanners desapareceram simultaneamente no Centro de Vitória. Os casos foram levados às autoridades e provocaram manifestações de dirigentes partidários e da primeira-dama Janja Lula da Silva.




Janja se manifesta após episódios envolvendo Jack Rocha.



A primeira-dama Janja Lula da Silva se manifestou nesta segunda-feira (21) sobre os episódios denunciados pela campanha da deputada federal Jack Rocha (PT) no Espírito Santo. Em publicação nas redes sociais, Janja afirmou que “nenhuma mulher deve ter medo de fazer política” e condenou o que classificou como violência política de gênero.


A manifestação ocorreu dois dias depois de um artefato explosivo caseiro ser lançado contra integrantes da equipe de Jack Rocha durante uma atividade de campanha realizada no Centro de Cachoeiro de Itapemirim, no sábado (19). Duas trabalhadoras foram atingidas e tiveram ferimentos leves. O episódio foi registrado em boletim de ocorrência.


Segundo a campanha, o caso aconteceu durante um bandeiraço. A ocorrência veio menos de 24 horas depois de outro episódio denunciado pela equipe, desta vez em Vila Velha, onde materiais de propaganda da candidata foram retirados e destruídos. A campanha também relatou manifestações nas redes sociais que classificou como racistas e misóginas.


Na publicação, Janja afirmou que situações como a registrada com Jack Rocha e sua equipe representam intimidação e defendeu que a disputa política ocorra por meio do diálogo e do voto.


“Nenhuma mulher deve ter medo de fazer política.”

A declaração foi acompanhada de uma defesa da participação feminina nos espaços de poder e de uma crítica a tentativas de intimidação de mulheres que disputam eleições.



Outro caso envolve cinco materiais de campanha em Vitória


Enquanto o caso de Jack Rocha repercutia, a campanha do professor Vinicius Machado (PSOL) também denunciou um episódio ocorrido em Vitória.


Segundo a equipe, cinco windbanners instalados simultaneamente na região central da capital desapareceram. A campanha afirmou que não identificou retirada semelhante de materiais de outras candidaturas e informou que registrou boletim de ocorrência.


Os materiais haviam sido adquiridos por meio de financiamento coletivo, com participação de apoiadores e voluntários. A equipe de Machado classificou o episódio como um ataque político e afirmou que pretende cobrar investigação sobre o desaparecimento.


“Podem tirar nossos windbanners. Nossa campanha continua de pé, e vai continuar ocupando as ruas”, afirmou a equipe em manifestação divulgada nas redes sociais.


Dois episódios, campanhas diferentes e uma mesma preocupação


Os casos relatados pelas duas candidaturas têm características distintas. No episódio envolvendo Jack Rocha, houve o lançamento de um artefato durante uma atividade de rua, com duas pessoas feridas. Já no caso de Vinicius Machado, a denúncia diz respeito ao desaparecimento simultâneo de cinco peças de propaganda eleitoral.


O ponto em comum, segundo as próprias campanhas, é a percepção de que ações contra materiais e equipes eleitorais podem interferir no funcionamento normal da disputa.


No caso de Jack Rocha, a direção nacional do PT também divulgou manifestação de solidariedade e cobrou investigação dos episódios e identificação dos responsáveis. O presidente nacional da legenda, Edinho Silva, afirmou que as equipes de campanha precisam ter liberdade e segurança para ocupar as ruas durante o processo eleitoral.


A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Espírito Santo confirmou o atendimento policial à ocorrência de Cachoeiro. A conduta de um policial envolvido no atendimento também foi questionada pela campanha e, segundo as informações divulgadas, deveria ser encaminhada para apuração pela Corregedoria.



A disputa eleitoral sob tensão


Os relatos de Jack Rocha e Vinicius Machado colocam novamente em discussão a segurança de equipes, militantes e materiais durante a campanha eleitoral no Espírito Santo.


Até o momento, as responsabilidades pelos episódios ainda precisam ser esclarecidas pelas investigações. As denúncias feitas pelas campanhas, portanto, não significam que os responsáveis pelos atos já tenham sido identificados.


O que já está documentado é que, em poucos dias, duas candidaturas identificadas com partidos de esquerda relataram ocorrências diferentes envolvendo suas atividades eleitorais no Estado — e os episódios passaram a integrar o debate sobre liberdade, segurança e participação política durante as eleições de 2026.

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