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Justiça afasta vereadores da Serra em escândalo de propina que abalou a Câmara.

  • 23 de set. de 2025
  • 2 min de leitura

Quatro vereadores da Serra foram afastados pela Justiça após denúncia do Ministério Público por envolvimento em um suposto esquema de corrupção. O caso envolve propina que chegaria a R$ 100 mil e já causa forte repercussão política no município.


Entre os denunciados estão o presidente da Casa, Saulinho da Academia (PDT), Cleber Lima Pereira (MDB), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT).
Entre os denunciados estão o presidente da Casa, Saulinho da Academia (PDT), Cleber Lima Pereira (MDB), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT).

A política da Serra foi sacudida nesta terça-feira (23). A Justiça determinou o afastamento imediato dos vereadores Saulinho da Academia (PDT), presidente da Câmara, Cleber Serrinha (MDB), Wellington Alemão (Rede) e Teilton Valim (PDT), todos acusados de envolvimento em um esquema de corrupção denunciado pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES).


De acordo com a investigação, os parlamentares teriam solicitado vantagens indevidas em troca da aprovação de um projeto de lei em 2024. O valor das propinas, segundo a denúncia, poderia chegar a R$ 100 mil.


O juiz Gustavo Grillo Ferreira decidiu pelo afastamento por tempo indeterminado, aplicando ainda medidas adicionais: os vereadores não poderão frequentar a sede do Legislativo, manter contato entre si ou com testemunhas, nem usar suas prerrogativas para influenciar o andamento de processos. Apesar disso, continuam recebendo seus salários, salvo decisão contrária da própria Câmara.


A ação penal se tornou inevitável depois de duas tentativas frustradas dos parlamentares de firmar acordo com o Ministério Público. O órgão rejeitou as propostas, alegando gravidade dos fatos, risco de reincidência e histórico de práticas semelhantes.


Além dos quatro vereadores, dois ex-parlamentares também foram denunciados: Luiz Carlos Moreira e Aloísio Ferreira Santana, apontados como intermediadores nas negociações ilegais.


O caso gerou indignação popular e já repercute fortemente nos bastidores da política local. A Câmara da Serra, por sua vez, informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão.


O Café tentou contato com os advogados dos vereadores citados, mas não teve sucesso. O espaço continua em aberto para manifestação sobre o caso.

 
 
 

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