Acusado de oferecer a própria filha ao diabo em ritual é assassinado dentro de cela no ES.
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução - Mateus foi atingido durante a confusão dentro do CDP e não resistiu.
O detento Mateus Cardoso Barbosa, de 24 anos, foi morto na manhã de ontem, sexta-feira (21), dentro de uma cela do Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Domingos do Norte, no Espírito Santo. Ele respondia pela morte da própria filha, uma bebê de apenas três meses, em um crime que, segundo a investigação policial, teria ocorrido durante um ritual, onde a criança teria sido sacrificada e oferecida ao diabo.
A morte aconteceu na manhã de sexta-feira (21 de agosto de 2026), após um desentendimento entre internos que evoluiu para uma agressão física dentro da unidade prisional. Mateus foi atingido durante a confusão e não resistiu.
A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia Regional de Colatina, que ficará responsável pelos procedimentos relacionados ao homicídio. Cinco detentos, com idades de 35, 44, 27, 32 e 25 anos, foram autuados em flagrante por homicídio qualificado e posteriormente conduzidos ao sistema prisional.
As circunstâncias exatas da agressão e a participação individual de cada suspeito deverão ser esclarecidas durante a investigação.
Detento era acusado de um crime que chocou o Estado
Mateus estava preso em razão da investigação sobre a morte da filha, uma criança de apenas três meses, ocorrida em julho de 2024, em Barra de São Francisco.
Na época, a Polícia Civil do Espírito Santo concluiu que o bebê havia sido morto por asfixia e apontou que o crime teria sido cometido pelos próprios pais, então com 21 e 17 anos, durante um suposto ritual de magia.
De acordo com as investigações divulgadas pela polícia, o homem foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, enquanto a adolescente foi responsabilizada por ato infracional equivalente aos mesmos crimes.
A apuração apontou ainda que a criança teria sido escolhida como oferenda em um ritual. Uma testemunha relatou à polícia que recebeu uma ligação da mãe momentos antes do crime, na qual ela teria dito que sacrificaria o bebê.
Corpo será submetido a perícia
Após a morte dentro do presídio, o corpo de Mateus foi encaminhado à Seção Regional de Medicina Legal (SML), da Polícia Científica, em Colatina.
O cadáver deverá passar por necropsia para determinar oficialmente a causa da morte. Depois dos procedimentos periciais, será liberado para os familiares.
A investigação sobre o homicídio cometido dentro do CDP deverá buscar esclarecer como a briga começou, quais foram as agressões praticadas e a responsabilidade de cada um dos cinco envolvidos.
Até o momento, a ocorrência está sendo tratada como homicídio qualificado, e os suspeitos permanecem à disposição da Justiça.
























































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