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Acusou bispo de desviar dinheiro, não apresentou provas e agora terá que pagar R$ 15 mil: Justiça determina retratação.

há 11 minutos
3 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodução - Mayla Maifredo Picoli (União), terá de pagar R$ 15 mil por danos morais.




RESUMO: Mayla Maifredo Picoli, ex-candidata a vereadora (União) de Cachoeiro de Itapemirim, foi condenada pela Justiça após divulgar acusações contra a Diocese e o bispo Dom Luiz Fernando Lisboa. As declarações envolviam suspeitas sobre a destinação de recursos públicos e valores arrecadados pela Igreja. Como não foram apresentadas provas que sustentassem as alegações, a Justiça reconheceu danos morais aos envolvidos. A condenação estabelece indenização de R$ 15 mil, além da retirada das publicações e de uma retratação pública. Na sexta-feira (6), Mayla publicou a manifestação em suas redes sociais, conforme determinado judicialmente.



Sem comprovação das acusações, ex-candidata foi condenada a indenizar a Diocese e Dom Luiz Fernando Lisboa e teve que publicar retratação nas redes sociais.



Uma série de acusações divulgadas nas redes sociais contra a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e o bispo Dom Luiz Fernando Lisboa terminou em condenação judicial para a ex-candidata a vereadora Mayla Maifredo Picoli (União), de 40 anos. A decisão determinou o pagamento de R$ 15 mil por danos morais, além da publicação de uma retratação pública, que foi divulgada pela ex-candidata na sexta-feira (6).


O caso chegou à Justiça depois que Mayla publicou conteúdos nos quais levantava suspeitas sobre a administração de recursos financeiros da Igreja Católica no município. Entre as declarações estavam questionamentos sobre a utilização de dinheiro público e valores arrecadados por meio do dízimo.


Entretanto, durante a tramitação do processo, não foram apresentadas provas capazes de sustentar as acusações. A Justiça entendeu que as manifestações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e provocaram prejuízos à reputação da instituição religiosa e do bispo.



Justiça entendeu que acusações ultrapassaram limites


A sentença foi proferida em 8 de julho de 2026 pela juíza Elaine Cristine de Carvalho Miranda, da 1ª Vara Cível de Cachoeiro de Itapemirim.


Na avaliação da magistrada, críticas e questionamentos sobre a atuação de instituições religiosas são legítimos, mas precisam respeitar os direitos de terceiros, especialmente quando envolvem acusações de irregularidades.


Ao longo da análise, foram considerados os elementos apresentados no processo, incluindo a ausência de documentos contábeis, auditorias ou investigações que comprovassem os supostos desvios mencionados nas publicações.


A repercussão do conteúdo também foi considerada. Representantes da Diocese relataram que as declarações provocaram desconfiança entre fiéis e comentários hostis nas redes sociais da instituição.



Quanto Mayla terá que pagar?


A indenização estabelecida pela Justiça soma R$ 15 mil, divididos entre os dois autores da ação: R$ 10 mil destinados à Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e R$ 5 mil ao bispo Dom Luiz Fernando Lisboa.


Os valores ainda estão sujeitos à incidência de juros e correção monetária, conforme estabelecido na sentença.


Além da indenização, a decisão determinou a exclusão definitiva das publicações que deram origem ao processo e estabeleceu que a retratação permaneça disponível nos perfis de Instagram e Facebook utilizados pela ex-candidata por, pelo menos, 30 dias consecutivos.


A Justiça também fixou multa de R$ 2 mil em caso de descumprimento das determinações relacionadas à divulgação de novos conteúdos ofensivos contra os envolvidos.



Ex-candidata publicou retratação nas redes sociais


A manifestação pública de Mayla ocorreu na sexta-feira (6), em cumprimento à determinação judicial. A publicação reconhece a necessidade de retratação em relação às acusações feitas anteriormente.

Mayla disputou uma vaga na Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim nas eleições de 2024, pelo União Brasil. Além da atuação política, ela se apresenta como professora e jornalista.


O processo tramita na 1ª Vara Cível de Cachoeiro de Itapemirim, sob o número 5009192-63.2025.8.08.0011.


A reportagem do Café com Política ES, ainda não conseguiu retorno dos envolvidos.

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