“Apagão” nas praias do ES: deputada cobra explicações após quase metade do litoral ficar sem monitoramento da água.
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Por Addison Viana

Foto: Divulgação - A Praia de Guarderia localizada no bairro Praia do Canto, em Vitória, é uma que está sendo alvo de reclamações dos banhistas.
Em meio ao verão e ao aumento do fluxo de turistas, dados sobre a qualidade da água em diversas praias do Espírito Santo estariam desaparecendo dos canais oficiais. Um levantamento aponta que parte significativa do litoral não realiza monitoramento adequado. Agora, o caso virou alvo de cobrança formal na Assembleia Legislativa.
Em pleno período de alta temporada, a deputada estadual Camila Valadão (PSOL) protocolou, nesta semana, um pedido oficial de esclarecimentos ao Governo do Espírito Santo após a divulgação de um estudo que aponta falhas graves no monitoramento da balneabilidade das praias capixabas. A solicitação foi encaminhada à Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), questionando a ausência e a falta de transparência na divulgação dos dados.
A iniciativa surgiu depois que uma pesquisa conduzida pelo Instituto Federal do Espírito Santo revelou que 43% dos municípios litorâneos do Estado não realizam qualquer tipo de acompanhamento da qualidade da água. E, mesmo entre as cidades que fazem a coleta de amostras, mais de um terço não publica os resultados em seus meios oficiais, dificultando o acesso da população às informações.
Entre os municípios citados no levantamento por não divulgarem os dados estão Presidente Kennedy, Anchieta, Piúma, Fundão, Conceição da Barra e Itapemirim.
Manchas, mau cheiro e alerta na capital
A discussão ganhou ainda mais força após frequentadores relatarem manchas escuras e odor semelhante a esgoto em pontos turísticos da capital, como a Praia da Guarderia e a Ilha do Frade, em Vitória. Boletins recentes indicaram que parte dos pontos analisados apresentava condições inadequadas para banho ou estavam interditados.
O que a deputada quer saber
No requerimento apresentado, a parlamentar solicita que o Estado explique:
Quais estudos embasaram a decisão de transferir o monitoramento das praias aos municípios, medida adotada a partir de 2016;
Que tipo de orientação técnica foi repassada às prefeituras;
Quais providências são tomadas quando não há cumprimento da obrigação;
Se existe previsão de criação de norma estadual que padronize a fiscalização e estabeleça prazos.
Para Camila Valadão, a descentralização sem coordenação efetiva pode comprometer tanto a saúde pública quanto a preservação ambiental. Segundo ela, a ausência de critérios uniformes e a irregularidade nas coletas podem mascarar a real situação das águas.
Debate público à vista
Além do pedido formal de informações, a deputada — que integra a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa — também solicitou a realização de uma audiência pública para discutir o tema com representantes do governo, prefeituras e a sociedade civil.
A parlamentar afirma que continuará acompanhando o caso e cobrando medidas que garantam segurança aos banhistas e transparência nos dados ambientais.
























































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