“Cercadinho, camarote e tornozeleira”: sessão explode com troca de acusações e ataque a padre em Vitória.
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução/CMV - Armandinho atacou e Karla Coser defendeu.
A Câmara de Vitória viveu uma sessão explosiva marcada por acusações pesadas. Discussão sobre a Festa da Penha saiu do campo religioso e virou embate político. Camarote, “cercadinho” e até tornozeleira entraram no centro da polêmica.
No dia 14 de abril de 2026, a sessão da Câmara de Vitória saiu do controle após o vereador Armandinho Fontoura (PL) subir à tribuna e disparar críticas contra a organização da Festa da Penha, além de atacar o padre Kelder José Brandão, acusando-o de usar a fé como instrumento político. A reação veio imediata e em tom ainda mais duro da vereadora Karla Coser (PT), transformando o plenário em um verdadeiro campo de batalha.
Durante sua fala, Armandinho reclamou da condução da festa, citando episódios dentro da igreja e criticando a organização por, segundo ele, “escolher quem entra e quem não entra”, especialmente em áreas mais restritas. O vereador também atacou diretamente o padre Kelder, afirmando que houve discurso político durante momentos religiosos e cobrando explicações sobre a atuação da igreja no evento.
Mas o clima esquentou de vez quando Karla Coser subiu à tribuna e rebateu ponto a ponto — e sem economizar nas palavras. Logo de início, disparou: “Lave a boca para falar do padre Kelder”, defendendo o trabalho do religioso nas comunidades.
A vereadora também ironizou a crítica sobre exclusão na festa e trouxe à tona um dos pontos mais polêmicos do debate: “Ninguém impediu vereador nenhum de participar. Eu estava no meio do povo”, afirmou. E completou: “Quem está chateado porque não sentou no cercadinho é você”.
Karla ainda elevou o tom ao falar sobre a busca por privilégios durante a celebração: “Está chateado porque não sentou no camarote?”
Em outro momento, a parlamentar criticou o que classificou como uso político da festa, citando estruturas e homenagens que, segundo ela, causaram constrangimento em um dos momentos mais simbólicos do evento religioso.
O ápice da tensão veio quando a vereadora fez referência direta à situação do colega, mencionando limitações que o impediriam de participar plenamente de determinados momentos da romaria: “Já que você não pode participar da caminhada…”, disse, em alusão ao uso de tornozeleira eletrônica — fala que gerou forte reação e burburinho imediato no plenário.
A troca de acusações escancarou um cenário de disputa que vai além da festa religiosa, envolvendo fé, política, imagem pública e narrativa. De um lado, críticas à suposta politização da igreja; do outro, a defesa de uma atuação social e engajada.
A tradicional Festa da Penha, que reuniu milhares de fiéis ao longo de uma semana, terminou não apenas como demonstração de fé, mas também como combustível para uma das discussões mais tensas recentes da política capixaba.
























































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