Major do ES é preso e caso reacende debate sobre golpe no país.
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução/Linkedin - Segundo as investigações, Denicoli integra um dos grupos apontados como responsáveis pela disseminação de informações falsas com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral brasileiro
A prisão de um major da reserva do Exército no Espírito Santo reacende o debate sobre os desdobramentos das investigações da tentativa de golpe no país. A ação ocorreu após decisão do Supremo Tribunal Federal e envolve um grupo acusado de espalhar desinformação contra o sistema eleitoral.
O major da reserva do Exército Ângelo Martins Denicoli foi preso na manhã desta sexta-feira, 10 de abril de 2026, em sua residência no Espírito Santo, após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A medida foi cumprida pelo Exército como parte da execução das penas impostas a militares condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado investigada após as eleições de 2022.
A detenção ocorreu por volta das 6h, enquanto Denicoli ainda cumpria prisão domiciliar desde dezembro do ano passado. Segundo as investigações, ele integra um dos grupos apontados como responsáveis pela disseminação de informações falsas com o objetivo de desacreditar o processo eleitoral brasileiro e gerar instabilidade institucional.
Além do major capixaba, outros dois militares também foram presos na operação: o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues, que foram encaminhados a uma unidade do Exército em Brasília. Já outros envolvidos no mesmo núcleo seguem foragidos, incluindo um coronel da reserva e um engenheiro ligado às investigações.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o grupo fazia parte de uma estrutura organizada que utilizava ferramentas de inteligência para monitorar adversários políticos e promover campanhas de desinformação. A atuação teria ocorrido durante o período pós-eleições de 2022, em meio a articulações que buscavam uma ruptura institucional.
Denicoli foi condenado pelo STF a uma pena que chega a 17 anos de prisão em regime inicial fechado. A decisão foi mantida após a rejeição dos primeiros recursos apresentados pela defesa, o que permitiu o avanço para o cumprimento da pena.
O histórico do militar também foi citado nas investigações. Natural de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, ele teve passagem por cargos públicos e chegou a atuar no Ministério da Saúde durante o governo federal anterior.
A defesa do major contestou a prisão, afirmando que a medida foi precipitada e que ainda existem recursos pendentes de análise. Em nota, os advogados alegaram que a decisão não respeitou o esgotamento de todas as etapas processuais previstas na legislação.
As prisões fazem parte de uma fase mais avançada das ações judiciais relacionadas à tentativa de golpe, marcando o início efetivo do cumprimento das penas impostas aos condenados. O caso segue em acompanhamento pelas autoridades, enquanto outros investigados ainda são procurados.
























































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