Dinheiro vivo e cheques: PF encontra mais de R$ 2 milhões na casa de ex-prefeito no ES.
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução / Editada pela redação - A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 2 milhões, entre dinheiro em espécie e cheques, na casa do ex-prefeito de São Mateus.
A Polícia Federal realizou uma operação que sacudiu o cenário político do Norte capixaba. Um ex-prefeito está no centro das investigações envolvendo contratos públicos suspeitos. Dinheiro em espécie, cheques e bens foram apreendidos durante a ação.
Na manhã desta quarta-feira (9), a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 2 milhões, entre dinheiro em espécie e cheques, durante uma operação realizada na casa do ex-prefeito de São Mateus, Daniel Santana Barbosa. A ação faz parte da Operação Nêmesis que nós já reportamos hoje aqui no portal, a Nêmeses investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da administração municipal.
De acordo com as investigações, o grupo sob suspeita teria utilizado estratégias para manipular processos licitatórios, direcionar contratações e inflar valores de serviços públicos. Parte dos recursos obtidos de forma irregular, segundo a apuração, seria repassada como propina a agentes públicos e posteriormente ocultada por meio de transações financeiras.
Além do imóvel do ex-prefeito, foram cumpridos ao todo 15 mandados de busca e apreensão em cidades do Espírito Santo e também na Bahia, incluindo Linhares, Valença e Teixeira de Freitas. Durante a operação, três veículos também foram recolhidos pelas autoridades.
A Polícia Federal identificou ainda movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada de alguns investigados, além do uso de empresas e pessoas interpostas — os chamados “laranjas” — para tentar esconder a origem e o destino dos valores.
A Justiça já determinou o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 1,2 milhão, como forma de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, os envolvidos podem responder por crimes como fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro, com penas que, somadas, podem ultrapassar 30 anos de prisão.
O nome de Daniel da Açaí não aparece pela primeira vez em investigações. No início deste ano, ele já havia sido citado em uma denúncia aceita pela Justiça Federal, relacionada a um possível esquema envolvendo recursos federais.
Por meio de nota, a defesa do ex-prefeito afirmou à imprensa que ele é alvo de acusações sem fundamento e declarou que confia tanto na Justiça quanto no esclarecimento dos fatos. Sobre o montante apreendido, os advogados informaram não ter detalhes no momento.
























































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