Caso chocante no ES: Justiça afasta policiais que presenciaram execução de duas mulheres.
- 16 de abr.
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução - Os policiais estavam junto do cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale, autor dos disparos que mataram Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos, e Daniele Toneto Rocha, de 45.
Decisão atende pedido do Ministério Público e aprofunda investigação sobre omissão. Policiais estão afastados, desarmados e proibidos de atuar. Caso segue gerando forte repercussão no Espírito Santo.
A Justiça determinou, nesta quinta-feira (16), o afastamento de seis policiais militares que presenciaram o assassinato de duas mulheres no bairro Cruzeiro do Sul, em Cariacica, na Grande Vitória. A decisão foi tomada após pedido do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e envolve a atuação dos agentes durante o crime ocorrido no dia 8 de abril.
Os policiais estavam junto do cabo Luiz Gustavo Xavier do Vale, autor dos disparos que mataram Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31 anos, e Daniele Toneto Rocha, de 45. Imagens de segurança mostram que o militar atira contra as vítimas enquanto os demais agentes não intervêm para impedir a ação.
Foram afastados os seguintes policiais: os soldados Edson Luiz da Silva Verona, Eduardo Ferro Coradini, Filipe Gonçalves Vieira, o cabo Hilario Antonio Nunes Loureiro Junior, o aluno soldado Lucas Nogueira Oliveira e o 3º sargento Valfril do Carmo Carreiro.
Com a decisão judicial, todos estão proibidos de exercer qualquer função na corporação, incluindo atividades administrativas. Além disso, tiveram o porte de arma suspenso, tanto de uso profissional quanto particular, enquanto as investigações seguem em andamento.
De acordo com o comando da Polícia Militar, os protocolos são claros ao exigir que policiais intervenham em qualquer situação que represente risco à vida — inclusive quando o agressor é outro agente. A ausência de reação imediata por parte dos militares passou a ser um dos principais pontos investigados.
Ainda segundo a corporação, havia um superior hierárquico entre os presentes, o que aumenta a cobrança sobre a conduta da equipe durante a ocorrência. A intervenção só teria ocorrido após os disparos, quando o autor foi contido e preso.
Já a Associação das Praças da Polícia Militar (Aspra-ES) criticou o afastamento dos policiais, afirmando que a ação do autor foi repentina e que não houve tempo hábil para impedir o crime, classificando a medida como injusta.
O caso segue sendo investigado tanto na esfera criminal quanto administrativa. O cabo responsável pelos disparos permanece preso e pode ser expulso da corporação.

























































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