Deputada propõe ação inédita contra o racismo em todas as escolas do ES.
- há 15 horas
- 2 min de leitura
Por Addison Viana

Foto: Paula Ferreira/Ales - Camila Valadão explica que, a medida surge da necessidade de enfrentar um problema ainda presente no cotidiano escolar.
Uma iniciativa apresentada na Assembleia Legislativa do Espírito Santo pretende levar ações de combate ao racismo para todas as escolas estaduais. A proposta surge após denúncias recorrentes de discriminação no ambiente escolar. A ideia é fortalecer políticas de igualdade racial dentro das unidades de ensino.
A deputada estadual Camila Valadão (PSOL) apresentou, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, uma indicação que propõe a presença de um profissional voltado à promoção da equidade racial em todas as escolas da rede estadual. A iniciativa foi motivada por denúncias de casos de racismo em ambientes escolares e foi encaminhada à Secretaria de Estado da Educação (SEDU).
A proposta sugere a ampliação da função de Professor Coordenador de Estratégias para Equidade Racial (PCER), que atualmente atua apenas em unidades consideradas prioritárias. A ideia é que todas as escolas passem a contar com esse profissional, responsável por desenvolver ações pedagógicas, acompanhar indicadores e incentivar práticas voltadas à igualdade racial.
Segundo a parlamentar, a medida surge da necessidade de enfrentar um problema ainda presente no cotidiano escolar. Casos de discriminação têm sido relatados com frequência à Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, o que acendeu um alerta para a urgência de políticas mais amplas e efetivas.
A função do coordenador inclui a promoção de iniciativas educativas que valorizem a diversidade e combatam práticas discriminatórias. Além disso, a proposta reforça a aplicação da Lei 10.639, que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana nas escolas.
A expectativa é que, com a presença desse profissional em todas as unidades, seja possível avançar na construção de um ambiente escolar mais inclusivo, reduzindo desigualdades que impactam diretamente a aprendizagem de estudantes, especialmente negros e indígenas.
A proposta agora aguarda análise da Secretaria de Educação, enquanto o tema segue em debate entre educadores, gestores e representantes da sociedade civil.


.jpeg)























































Comentários