Governador propõe tratar facções como terrorismo e endurecer leis no Brasil.
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Por Addison Viana

Foto: Hélio Filho/Sescom -
Em discurso contundente, o governador do Espírito Santo cobrou mudanças na legislação brasileira para enfrentar o crime organizado. A proposta surge em meio a debates com especialistas e autoridades de todo o país. O encontro pretende gerar um documento com medidas práticas para reforçar a segurança pública.
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O governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), defendeu nesta segunda-feira (27), em Vitória, que o Brasil endureça sua legislação para permitir que ações de facções criminosas sejam enquadradas como terrorismo. A declaração foi feita durante a abertura do encontro nacional “Brasil Sob Ameaça – Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado”, que reúne especialistas e autoridades para discutir o avanço dessas organizações no país.
Ao abordar o tema, Ferraço argumentou que o crime organizado já ultrapassou os limites da criminalidade convencional, adotando práticas que espalham medo, paralisam comunidades e desafiam diretamente o poder público. Para ele, é necessário abandonar soluções paliativas e adotar instrumentos legais mais rigorosos, capazes de atingir também as estruturas financeiras dessas organizações.
O evento é promovido pela Faculdade de Direito de Vitória, com apoio da Escola da Magistratura do Espírito Santo, e reúne representantes do sistema de justiça, especialistas internacionais e autoridades da área de segurança. Um dos principais objetivos do encontro é a elaboração da chamada “Carta de Vitória”, documento que reunirá propostas concretas a serem encaminhadas ao Governo Federal.
Durante sua participação, o governador também destacou investimentos feitos pelo Estado na área de segurança pública, incluindo a recomposição dos efetivos das polícias e o uso de tecnologias como inteligência artificial e sistemas de reconhecimento facial. Ele reforçou ainda a necessidade de maior integração entre União e estados no enfrentamento ao crime organizado.
Ferraço aproveitou a presença de autoridades nacionais para cobrar uma atuação mais firme do governo federal, defendendo uma ação coordenada que fortaleça as políticas de segurança em todo o país. Segundo ele, o combate ao crime exige presença constante do Estado e medidas estruturais, e não apenas ações pontuais.
O encontro segue até terça-feira (28), com debates que incluem temas como infiltração do crime na economia, funcionamento do sistema prisional e estratégias de enfrentamento às redes financeiras das facções. A expectativa é que a “Carta de Vitória” sirva como base para novas políticas públicas voltadas à segurança.


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