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Investigação concluída: médicos são responsabilizados por caso de cesariana em Colatina.

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Addison Viana




O que começou como um parto de rotina terminou em um caso grave investigado pela polícia. Uma jovem ficou com queimaduras severas após um incêndio durante a cirurgia. Agora, o inquérito foi concluído e aponta falhas na atuação médica.


A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu, nesta quarta-feira (22), a investigação sobre o caso de uma jovem de 18 anos que sofreu queimaduras graves durante uma cesariana realizada em 23 de maio de 2025, em um hospital no bairro José de Anchieta, em Colatina. O inquérito aponta falhas na conduta de profissionais de saúde durante o procedimento e foi encaminhado à Justiça para as medidas cabíveis.


De acordo com a apuração conduzida pela Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo), a jovem deu entrada na unidade hospitalar ainda pela manhã, em trabalho de parto. Horas depois, já durante a cirurgia, um princípio de incêndio atingiu a paciente, provocando queimaduras de terceiro grau, principalmente na região interna das pernas.


Relatos indicam que o fogo teria começado no momento em que foi utilizado um bisturi elétrico, possivelmente em contato com um produto antisséptico à base de álcool aplicado na pele da paciente. A hipótese foi levantada ainda nos primeiros levantamentos realizados pela equipe médica e pela direção do hospital, que classificou o episódio como raro e inesperado.


Mesmo após o incidente, a cirurgia foi concluída e o bebê nasceu sem qualquer tipo de lesão. No entanto, devido à gravidade do estado da mãe, ela precisou ser transferida dois dias depois para o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, na Serra, referência no tratamento de queimaduras no Espírito Santo.


A jovem permaneceu internada por cerca de 26 dias e enfrentou um período delicado de recuperação, longe do filho recém-nascido e impossibilitada de amamentar. Ainda hoje, segundo a Polícia Civil, ela segue em tratamento e deverá passar por novas cirurgias reparadoras.


A investigação identificou a responsabilidade de dois médicos obstetras, de 41 e 51 anos. Conforme o delegado Hédson Félix, os profissionais teriam agido com negligência, imprudência e imperícia ao não observarem protocolos técnicos essenciais, o que contribuiu diretamente para o acidente.


Inicialmente tratado como um caso de lesão corporal culposa, o episódio também foi acompanhado por outras instâncias. O hospital informou, à época, que realizava uma apuração interna e prestava assistência à paciente e à família, incluindo apoio logístico durante o período de internação.


Já o Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) destacou que eventuais condutas éticas são analisadas em processos próprios, que correm sob sigilo.


Com a conclusão do inquérito policial, o caso agora passa a ser analisado pelo Poder Judiciário, que deverá decidir sobre possíveis responsabilizações e punições aos envolvidos.

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