Chacina brutal volta à tona: irmãos são condenados a 140 anos por assassinar família inteira no ES.
- 25 de abr.
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Por Addison Viana

Imagem: TV Gazeta/Reprodução - Mais de 11 anos após um crime que chocou o Norte do Espírito Santo, três homens foram condenados a 140 anos de prisão cada um.
Após mais de uma década, a Justiça deu uma resposta a um dos crimes mais chocantes do Espírito Santo. Três réus foram condenados por assassinar quatro pessoas da mesma família, incluindo uma criança. O caso também envolve estupro e requintes de crueldade.
Mais de 11 anos após um crime que chocou o Norte do Espírito Santo, três homens foram condenados a 140 anos de prisão cada um pelos assassinatos de quatro integrantes de uma mesma família, além do estupro de uma das vítimas. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri na noite de quinta-feira (23), no município de Linhares, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado do Espírito Santo. O crime aconteceu em 11 de dezembro de 2014, na localidade de São Rafael, motivado por conflitos pessoais.
Os condenados — Jairo Conceição dos Santos, Maurício Ramos dos Santos e Ismael Vitor dos Santos Júnior — foram responsabilizados por homicídios qualificados cometidos em conjunto, além de estupro qualificado. As vítimas foram Franciele Telek de Oliveira, Flávio Telek de Oliveira, Eleilson Souza e uma criança de apenas três anos.
De acordo com as investigações, o grupo foi até a residência da família já com a intenção de cometer os assassinatos. A ação foi considerada premeditada, o que agravou a pena. Durante o julgamento, os jurados reconheceram diversas circunstâncias qualificadoras, como motivo torpe, uso de meios cruéis e estratégias que impediram a defesa das vítimas.
Um dos pontos mais chocantes do caso foi a forma como os corpos foram tratados após os assassinatos. As vítimas foram carbonizadas, o que impossibilitou que os familiares realizassem um sepultamento adequado — fator que também pesou na definição das penas.
Além disso, ficou comprovado que Franciele Telek de Oliveira foi vítima de estupro dentro da própria casa, na presença da criança, o que elevou ainda mais a gravidade dos crimes perante o júri.
O julgamento teve início na quarta-feira (22) e se estendeu até a noite do dia seguinte. A acusação foi conduzida pelos promotores Adriani Ozório e Claudeval Franca, que sustentaram a tese com base nas provas reunidas ao longo do processo.
Com a sentença, a Justiça determinou o cumprimento imediato das penas em regime fechado. Dois dos condenados, que respondiam em liberdade, foram presos logo após a leitura da decisão. O terceiro já estava detido e teve a prisão mantida.
O caso, que tramitava desde 2015, é considerado um dos episódios mais violentos já registrados na região e reacende o debate sobre crimes familiares marcados por extrema brutalidade.

























































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