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Morte de policial choca o Espírito Santo e reacende debate sobre crise de saúde mental nas corporações.

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Reprodção/TVALES - O deputado estadual Coronel Weliton (DC) voltou a defender a criação de uma estrutura permanente e descentralizada de atendimento médico, psicológico e preventivo destinada aos agentes das forças de segurança do Estado.




A morte de um policial militar, encontrado dentro de um veículo na manhã desta quarta-feira em Cachoeiro de Itapemirim, reacendeu o debate sobre a saúde mental dos profissionais da segurança pública no Espírito Santo. O caso é investigado pela Polícia Civil e, até o momento, a principal linha de apuração é a de suicídio.


Diante do episódio, o deputado estadual Coronel Weliton (DC) voltou a defender a criação de uma estrutura permanente e descentralizada de atendimento médico, psicológico e preventivo destinada aos agentes das forças de segurança do Estado.


Proposta busca ampliar o acesso ao atendimento


O parlamentar protocolou uma indicação na Assembleia Legislativa solicitando que o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) e da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), implante unidades de atendimento voltadas exclusivamente aos profissionais da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Polícia Penal.


Segundo Coronel Weliton, a proposta pretende facilitar o acesso dos servidores a serviços de saúde, reduzindo deslocamentos e tornando o atendimento mais rápido e eficiente.


Prevenção além do tratamento


A iniciativa prevê que os espaços ofereçam consultas de medicina preventiva, avaliações clínicas periódicas, exames de rotina, acompanhamento psicológico e encaminhamento para tratamentos especializados sempre que necessário.


Na avaliação do deputado, a rotina enfrentada pelos agentes de segurança é marcada por situações de alto risco, pressão constante, jornadas extensas e intenso desgaste emocional, fatores que podem comprometer tanto a saúde física quanto a mental desses profissionais.


Saúde mental no centro da discussão


Outro ponto destacado pelo parlamentar é o aumento de afastamentos relacionados a transtornos como ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de burnout.


Para ele, investir em acompanhamento psicológico contínuo e em ações preventivas representa uma forma de preservar a qualidade de vida dos servidores, fortalecer o desempenho das corporações e reduzir o impacto dessas doenças sobre os profissionais e suas famílias.


A proposta também contempla avaliações periódicas da aptidão física e funcional dos agentes, permitindo um monitoramento constante das condições de saúde e contribuindo para a prevenção de problemas ocupacionais.


Medida pode alcançar servidores da ativa e aposentados


Além dos profissionais em atividade, a indicação sugere que o atendimento seja estendido a militares da reserva, reformados, aposentados e pensionistas, ampliando a rede de assistência e valorizando aqueles que dedicaram suas carreiras à segurança da população capixaba.


Na justificativa apresentada à Assembleia Legislativa, Coronel Weliton afirma que descentralizar esses serviços pode reduzir filas, facilitar o acesso ao atendimento e fortalecer as políticas públicas voltadas à valorização dos profissionais da segurança. A indicação foi protocolada pelo deputado no dia 8 de junho.

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