Pazolini assume apoio a Flávio Bolsonaro e aproxima Republicanos de aliança com o PL no Espírito Santo.
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Redação Café com Política ES

Foto: Reprodução - Durante a entrevista, Pazolini voltou a defender a união da direita, elogiou a atuação de Magno Malta e também manifestou apoio à pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado Federal.
O tabuleiro político das eleições de 2026 no Espírito Santo ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (13). Pela primeira vez desde o início das articulações eleitorais, o ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao Governo do Estado, Lorenzo Pazolini (Republicanos), declarou publicamente apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) como nome para disputar a Presidência da República.
A declaração foi feita durante entrevista ao canal de comunicação Auriverde que é voltado ao público conservador e é interpretada nos bastidores como mais um movimento para consolidar uma aliança entre Republicanos e PL no Espírito Santo.
Apoio nacional mira composição estadual
Até então, Pazolini evitava se posicionar sobre a disputa presidencial. Ao afirmar que Flávio Bolsonaro é o nome defendido por seu grupo político, o pré-candidato também reforçou o discurso de união das forças de direita e afirmou que o Republicanos trabalha nacionalmente para construir essa convergência.
O posicionamento ocorre justamente em meio às negociações para a formação das chapas que disputarão o Palácio Anchieta em 2026.
Embora a direção nacional do Republicanos ainda não tenha oficializado apoio a qualquer nome para a Presidência, a fala de Pazolini evidencia que, no Espírito Santo, o grupo político busca estreitar laços com o PL.
Discurso aproxima ainda mais Pazolini de Magno Malta
Outro ponto que chamou atenção foi o alinhamento do discurso com pautas defendidas pelo senador Magno Malta (PL), principal liderança da legenda no Estado.
Durante a entrevista, Pazolini voltou a defender a união da direita, elogiou a atuação de Magno Malta e também manifestou apoio à pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado Federal.
A sinalização é considerada estratégica, já que uma eventual composição entre Republicanos e PL passa justamente pela definição das vagas majoritárias, especialmente a disputa pelo Senado.
Críticas às condenações do 8 de janeiro
Na entrevista, Pazolini também comentou as condenações dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo ele, as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) seriam desproporcionais quando comparadas às aplicadas em outros crimes, afirmando que a situação gera sentimento de injustiça entre parte da população.
O pré-candidato também defendeu um maior equilíbrio entre os Poderes e afirmou que determinados temas deveriam permanecer sob competência do Parlamento.
"Primeiro governo de direita"
Ao falar sobre seus planos para o Espírito Santo, Pazolini declarou que pretende implantar o que classificou como o primeiro governo de direita da história do Estado.
Segundo ele, a proposta é construir uma gestão baseada em princípios liberais, voltada para desenvolvimento econômico, modernização administrativa e fortalecimento da parceria entre governo e iniciativa privada.
Aliança ainda depende de definições
Apesar dos gestos públicos, a aliança entre Republicanos e PL ainda não foi oficializada.
As negociações envolvem a formação da chapa majoritária e interesses de diferentes lideranças políticas. Além de Maguinha Malta, outros nomes ligados ao Republicanos e partidos aliados também são apontados como possíveis candidatos ao Senado, o que torna a composição um dos principais desafios das conversas.
Nos bastidores, entretanto, a avaliação é de que a declaração de apoio a Flávio Bolsonaro representa um dos movimentos políticos mais claros feitos até agora por Pazolini em direção ao eleitorado bolsonarista e ao PL capixaba.















































