Polícia frustra compra de fuzis para facção no ES e apreende R$ 200 mil que seriam usados na negociação.
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Por Addison Viana

Foto: Sesp/ES - As investigações apontam que a operação para adquirir os fuzis teria sido organizada por Diego Augusto da Silva Andrade, conhecido pelo apelido de “Aistro”.
Uma ação integrada entre Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal impediu que armas de grosso calibre chegassem ao Espírito Santo. Durante a operação, policiais apreenderam cerca de R$ 200 mil que seriam utilizados na compra de fuzis no Rio de Janeiro. O plano teria sido articulado por um líder do tráfico ligado ao bairro Planalto Serrano, na Serra.
Uma operação conjunta das forças de segurança interceptou, na altura da BR-101, em Cariacica, na Grande Vitória, cerca de R$ 200 mil que seriam usados para comprar fuzis no Rio de Janeiro. A ação ocorreu após um trabalho de inteligência realizado nos últimos dias por equipes da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Polícia Penal.
De acordo com os investigadores, o dinheiro estava sendo transportado em um veículo que saiu do bairro Planalto Serrano, no município da Serra, com destino ao Rio de Janeiro. O objetivo da viagem seria adquirir armamento pesado para fortalecer a atuação do tráfico de drogas na região.
O valor foi encontrado dentro de uma bolsa que estava no carro onde viajavam um homem, uma mulher e um bebê de aproximadamente oito meses. O casal foi conduzido para prestar esclarecimentos, enquanto o dinheiro e o veículo foram apreendidos.
Plano envolvia comboio de carros para despistar a polícia
As investigações indicam que a ação criminosa foi cuidadosamente planejada. Pelo menos quatro veículos teriam saído do Espírito Santo, formando uma espécie de comboio para despistar possíveis abordagens policiais.
Segundo os agentes, alguns dos carros funcionariam como “batedores”, passando primeiro pelos pontos de fiscalização para verificar se havia bloqueios ou operações policiais no caminho.
Após um trabalho de monitoramento que durou cerca de 72 horas, os policiais conseguiram identificar três dos veículos suspeitos e realizar abordagens na rodovia.
Foi no terceiro carro que os agentes localizaram o dinheiro que seria utilizado na negociação das armas.
Líder do tráfico teria organizado compra de armas
As investigações apontam que a operação para adquirir os fuzis teria sido organizada por Diego Augusto da Silva Andrade, conhecido pelo apelido de “Aistro”, apontado como um dos líderes do tráfico no bairro Planalto Serrano.
Ele está atualmente preso em uma unidade prisional no interior do Rio de Janeiro, mas, segundo a polícia, continuaria coordenando atividades criminosas mesmo de dentro do sistema penitenciário.
De acordo com os investigadores, o plano previa que o dinheiro fosse levado até a favela da Rocinha, onde os armamentos seriam comprados. Posteriormente, as armas seriam transportadas de volta para o Espírito Santo para reforçar a estrutura do tráfico.
Investigação também aponta possível plano de fuga
Durante o aprofundamento das apurações, a polícia também identificou indícios de que o mesmo líder criminoso estaria planejando uma fuga do sistema prisional.
Segundo os investigadores, a estratégia previa que ele deixasse a prisão e permanecesse no Rio de Janeiro, enquanto o armamento comprado seria enviado para o Espírito Santo.
A quantia apreendida poderia comprar entre quatro e seis fuzis, dependendo do modelo e do valor negociado no mercado ilegal de armas.
Investigações continuam
Embora o dinheiro tenha sido apreendido e o plano tenha sido frustrado, a investigação segue em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema criminoso.
A polícia suspeita que algumas pessoas utilizadas no transporte do dinheiro possam ter sido contratadas apenas para fazer o deslocamento, sem ligação direta com a facção criminosa, mas essa hipótese ainda está sendo apurada.
As autoridades afirmam que a atuação integrada entre diferentes forças de segurança foi fundamental para impedir que as armas chegassem ao Espírito Santo e fortalecessem o crime organizado no estado.
























































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