Crise em Ibatiba: presidente da Câmara admite presença em ligação com servidora, mas nega ameaça.
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Por Addison Viana

Foto: Reprodução/TVCMVI/Youtube - Presidente confirmou durnte sessão que estava dentro do carro oficial do prefeito no momento em que ocorreu a videochamada.
Uma denúncia protocolada hoje, no Ministério Público do Espírito Santo elevou a tensão política em Ibatiba após o vereador Wesley Andrade Costa (MDB) acusar integrantes da administração municipal de suposta pressão psicológica contra uma servidora pública e possível tentativa de interferência em processos licitatórios da Prefeitura.
A representação cita o prefeito de Ibatiba, Luis Carlos Pancoti (PL), um assessor jurídico da administração municipal e o presidente da Câmara Municipal, Marcus Rodrigo Amorim Florindo (DC), conhecido como “Marquinho Delega”.
Segundo o vereador, a denúncia envolve uma suposta chamada de vídeo realizada durante o expediente, em meio a discussões relacionadas a contratos públicos e procedimentos licitatórios do município.
SERVIDORA TERIA PEDIDO EXONERAÇÃO
De acordo com a denúncia apresentada ao Ministério Público, uma servidora ligada ao setor de licitações teria sofrido forte pressão psicológica após episódios relacionados à condução de processos administrativos da Prefeitura.
Ainda conforme o documento, a servidora não teria suportado a situação e decidiu pedir exoneração do cargo depois dos acontecimentos relatados.
O vereador afirma que recebeu informações indicando que havia pressão para realização de “jeitinhos” em procedimentos licitatórios, situação que, segundo ele, precisa ser investigada pelas autoridades.
PRESIDENTE DA CÂMARA ADMITE PRESENÇA EM VIDEOCHAMADA
Em uma sessão da Câmara de Vereadores, o presidente Marcus Delega confirmou que estava dentro do carro oficial do prefeito no momento em que ocorreu a videochamada citada na denúncia.
Segundo o legislador, ele apareceu na ligação apenas porque estava no veículo conversando com o prefeito após ter sido convidado para entrar no carro.
O presidente afirmou, porém, que não dirigiu qualquer palavra à servidora e negou participação em qualquer tipo de pressão ou ameaça.
“Eu nunca persegui ninguém e em nenhum momento prevariquei”, declarou.
Ele também informou que o jurídico da Câmara Municipal está à disposição para prestar esclarecimentos sobre o caso.
DENÚNCIA APONTA POSSÍVEL INTERFERÊNCIA EM LICITAÇÃO
Na representação encaminhada ao Ministério Público, Wesley Andrade sustenta que a situação pode envolver:
• assédio moral;
• abuso de autoridade;
• intimidação institucional;
• possível improbidade administrativa;
• e eventual tentativa de direcionamento de processos licitatórios.
O vereador afirma ainda que o caso precisa ser investigado devido à gravidade das acusações e pelo fato de envolver autoridades dos poderes Executivo e Legislativo do município.
COMISSÃO DA CÂMARA FOI ARQUIVADA

Foto: Reprodução/TVCMVI/Youtube - Wesley acredita que houve prevaricação por parte do presidente da Câmara em Comissão instalada para investigar outras denúncias.
Outro ponto levantado pelo parlamentar envolve uma comissão criada na Câmara Municipal para investigar denúncias relacionadas à Prefeitura.
Segundo Wesley, o processo acabou arquivado após a comissão perder o prazo legal de 90 dias para conclusão dos trabalhos.
O vereador afirma que houve falhas na condução da comissão e suspeita que o procedimento teria sido deixado “parado” até ocorrer a perda do prazo.
MINISTÉRIO PÚBLICO DEVE ANALISAR CASO
Entre os pedidos feitos ao Ministério Público estão:
• abertura de investigação;
• coleta de depoimentos;
• análise de sessões da Câmara;
• apuração de possível interferência em licitações;
• e investigação sobre eventual uso inadequado de estrutura pública.
Até o fechamento desta matéria, o prefeito de Ibatiba não havia se manifestado oficialmente sobre as denúncias apresentadas pelo vereador.
























































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