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Fim da angústia: polícia confirma que corpo achado em mangue é de servidor desaparecido em Vitória.

  • 24 de jan.
  • 2 min de leitura

Por Addison Viana


Foto: Arquivo pessoal


Após dias de angústia e mobilização das forças de segurança, a identidade do corpo encontrado em um mangue da Capital foi oficialmente confirmada. O caso gerou forte comoção entre familiares e amigos. As circunstâncias da morte seguem sob apuração.


A Polícia Científica do Espírito Santo confirmou, na tarde desta sexta-feira (23), que o corpo localizado em uma área de mangue no bairro Maria Ortiz, em Vitória, pertence ao servidor público Bruno Zambon Destefani, de 42 anos, que estava desaparecido desde o dia 15 de janeiro, quando deixou a casa dos pais, em Jardim Camburi, dizendo que retornaria para sua residência, o que não aconteceu.


O cadáver foi encontrado na noite de quinta-feira (22) por um grupo de amigos que havia saído para pescar em uma das ilhas da região. Ao perceberem a presença do corpo no manguezal, eles acionaram imediatamente as autoridades, que deram início aos procedimentos de resgate e perícia.


Segundo a Polícia Científica, a confirmação da identidade ocorreu após exames de papiloscopia. Concluída a etapa inicial de análises, o corpo foi liberado para os familiares. O material pericial agora será fundamental para esclarecer a causa da morte.


Desde o registro do desaparecimento, Bruno vinha sendo procurado por uma força-tarefa que envolveu a Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, além do apoio de helicóptero e sistemas de monitoramento. Imagens de câmeras de segurança mostraram o servidor seguindo em direção à região de Maria Ortiz, o que direcionou as buscas para áreas de mangue, ilhas e trechos de maré.


De acordo com as informações preliminares, o corpo estava em avançado estado de decomposição e não apresentava sinais aparentes de violência. O caso foi registrado como encontro de cadáver e encaminhado à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, que aguarda os laudos conclusivos para confirmar as circunstâncias do óbito. Até o momento, não há indícios de crime.


Antes mesmo da confirmação oficial, a mãe de Bruno, Mercedes Zambon, utilizou as redes sociais para comunicar a morte do filho. Familiares também estiveram no Instituto Médico Legal (IML) e acompanharam todo o processo de identificação.


Durante o período de buscas, a família informou que Bruno fazia uso contínuo de medicação controlada e que já havia apresentado episódios semelhantes de desaparecimento. Ele era descrito pelos parentes como uma pessoa tranquila, afetuosa e um pai dedicado.

 
 
 

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