Ônibus incendiado em Vitória: Polícia revela retaliação do crime e prende envolvidos em ataque ao transporte público
- 21 de jan.
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Por Addison Viana

A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu a investigação sobre o incêndio de um ônibus do transporte coletivo ocorrido em Vitória, em janeiro do ano passado. O ataque, segundo a apuração, foi uma retaliação direta à morte de um integrante do tráfico em confronto com a Polícia Militar. Quatro adultos foram presos e adolescentes identificados.
Ataque ocorreu um dia após confronto policial
O incêndio a um ônibus do transporte coletivo foi registrado no dia 21 de janeiro de 2025, no bairro Inhanguetá, em Vitória. De acordo com a Polícia Civil, o crime foi cometido como resposta à morte de um homem conhecido como “Formiga”, ocorrida no dia 20 de janeiro, durante confronto com a Polícia Militar no bairro da Penha, também na Capital.
A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Crimes Contra o Transporte de Passageiros (DECCTP), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic).
Ação foi planejada para causar medo na população
As apurações indicam que o ataque foi organizado por integrantes de uma facção criminosa que atua na região. Inicialmente, os suspeitos tentaram atear fogo ao ônibus. Como o incêndio não se alastrou de imediato, o veículo acabou sendo depredado, colocando em risco passageiros, rodoviários e moradores do entorno.
Segundo a Polícia Civil, esse tipo de ação tem como objetivo provocar pânico e interromper serviços essenciais, especialmente após operações policiais contra o tráfico.
Quatro adultos presos e adolescentes envolvidos
Durante a investigação, quatro homens foram identificados como executores do crime e presos. São eles: Erick de Oliveira cunha, 19, Geremias Lima da Silva, 19, Iarley Cristofer dos Santos, 19 e Kainã dos Santos da Silva, de 21 anos de idade.
Além dos adultos, quatro adolescentes participaram da ação criminosa. Os menores foram identificados, indiciados e encaminhados à Vara da Infância e da Juventude, em procedimento que corre sob sigilo.
Um dos adolescentes foi apreendido posteriormente durante um roubo de veículo, cometido em via pública, ao lado de um dos adultos já presos.
PIX foi usado para financiar o ataque
A Polícia Civil também apurou que o ataque foi financiado pelo tráfico local. Um intermediário, conhecido pelo apelido de “MR”, recebeu um PIX no valor de R$ 50, enviado pelo chefe do tráfico da região da Penha. O dinheiro foi utilizado para a compra de combustível e para o aliciamento dos executores, incluindo adolescentes.
O chefe do tráfico já foi identificado, e a investigação segue para responsabilizar criminalmente os mandantes da ação.
Crimes e responsabilização penal
Os adultos presos foram indiciados por incêndio qualificado, associação criminosa e corrupção de menores. O crime de incêndio está previsto no artigo 250 do Código Penal e tem pena agravada quando praticado contra veículo de transporte coletivo, devido ao risco à vida e ao patrimônio público.
























































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