Com axé e força ancestral, Pega no Samba levanta o Sambão do Povo e dá largada ao Carnaval 2026.
- Addison Viana
- há 3 horas
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Por Addison Viana

Foto: Marcos Salles
A primeira escola a pisar na avenida mostrou que o Carnaval 2026 começaria em alta. Com um desfile vibrante, a Pega no Samba uniu espiritualidade, cultura afroindígena e defesa da natureza. O público respondeu com canto forte e muita emoção do início ao fim.
A escola de samba Pega no Samba foi a responsável por abrir oficialmente os desfiles do Carnaval de Vitória 2026, na noite desta sexta-feira (6), no Sambão do Povo. Com o enredo “Caboclo Sete Flechas”, a agremiação levou para a avenida uma apresentação marcada pela espiritualidade, pela valorização das tradições afroindígenas e pela conexão com a natureza, dando início à festa com forte participação popular.
Desde os primeiros minutos, a escola conquistou arquibancadas e camarotes. O público acompanhou cada ala com entusiasmo, cantando o samba-enredo e respondendo aos refrões com palmas, gritos e coro afinado, criando um clima de celebração coletiva que tomou conta da passarela do samba.
A proposta artística transformou o desfile em um grande ritual simbólico. Inspirada na figura do Caboclo Sete Flechas — entidade presente nas religiões afroindígenas —, a narrativa exaltou a sabedoria ancestral, o respeito aos povos originários e a harmonia entre o ser humano e o meio ambiente.
FOTOS: Marcos Salles/André Sobral
As cores azul, branco e vermelho apareceram em destaque nas fantasias e alegorias, representando alegria, diversidade e o sentimento de pertencimento da comunidade que sustenta a escola. Cada detalhe reforçou a ligação entre território, fé e identidade cultural.
A natureza foi protagonista ao longo de toda a apresentação. Rios, florestas, ventos, animais e elementos da mata ganharam forma por meio de coreografias intensas e carros alegóricos que mesclaram tecnologia com trabalho artesanal. A proposta visual dialogou diretamente com a mensagem de preservação ambiental defendida pelo enredo.
A bateria teve papel fundamental na condução da energia do desfile. Com ritmo firme e envolvente, os tambores ecoaram pela avenida como se reproduzissem os sons da floresta, levantando o público e mantendo o canto forte do início ao fim da apresentação.
As religiões de matriz africana e afroindígena foram valorizadas como expressões legítimas da cultura popular brasileira. O canto, a dança e a musicalidade transformaram o Sambão do Povo em um espaço de afirmação da fé, da diversidade e da memória ancestral.
Ao final, a Pega no Samba cumpriu o papel de abrir o Carnaval 2026 com intensidade, consciência cultural e emoção. A escola deixou claro que a festa, além de espetáculo, é também espaço de resistência, identidade e celebração das raízes do povo capixaba.
Fonte: Site/PMV





































































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